Publicado por: Evaldo Oliveira | Julho 19, 2019

MINAS DE SAL GEMA, a importância de Wieliczka

Há cerca de um mês circulou pelos jornais brasileiros a notícia bombástica da criação de um resort para tratamento da saúde na Bielorrússia. Afirmam que o estabelecimento não é um spa, mas uma clínica de tratamento – espeleoteraia – para alergias e reforço do bem estar das pessoas, além do alívio das dificuldades respiratórias.

A Bielorrússia ou Belarus, cuja capital é Minsk, é um país sem saída para o mar, localizado na Europa Oriental, que faz fronteira om a Rússia, com a Ucrânia, com a Polônia, a Letônia e a Lituânia.

Formada por duas raízes de palavras gregas – espeleio= caverna e terapia– que representa o tratamento, este método utiliza o benfazejo ambiente das cavernas como elemento de cura.Foto internetFoto internet

Visitei a mina de sal gema de Wieliczka, na área metropolitana de Cracóvia, na Polônia, próximo aos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau. Fundada em 1290, a mina de Wieliczka é Patrimônio Mundial da Unesco.

Esse conjunto de minas remonta a treze milhões de anos, alcançando 327 metros de profundidade. São trezentos quilômetros de galerias, e ali se respira o ar mais puro do mundo, a uma temperatura constante de 14 graus Celsius.

Por conta dessa oxigenoterapia natural, que propicia uma ação benéfica sobre a mucosa respiratória e um bem-estar no respirar das pessoas, em Wieliczka foi construído um hospital de haloterapia– terapia do sal -, indicada para pessoas com doenças respiratórias.

dsc01751

Wieliczka, Patrimônio da Humanidade, um hospital de haloterapia.

Belarus, espeleoterapia – um spa para os que têm muito dinheiro.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Julho 12, 2019

UM CASO DE AMOR

Conheci Londres, Espanha, Itália, Bruxelas, Turquia, Croácia, Nova York, Berlim, Paris, Suíça, Luxemburgo, Holanda, além de outros. Perceba que misturei capitais com países. É para demonstrar aqueles que tive oportunidade de conhecer várias cidades de um mesmo país.

E conheci Portugal. O que tem esse pequeno país de tão especial? São tantas as boas lembranças de Portugal que tenho dificuldade de citar as que mais tocaram minha sensibilidade. Poderia justificar citando Coimbra, Porto, Évora, Guimarães, Lisboa.

Vou iniciar pelo idioma, que é um pouco diferente do nosso modo brasileiro de falar palavras e construir frases. Os portugueses têm um sotaque especial, de tal modo que somente eles, ou talvez pessoas que residem no país há muitos anos, conseguem assim se expressar. O modo todo especial como o português canta é muito difícil de ser igualado. E eu adoro isso. Em Portugal, a ausência do gerúndio é quase regra absoluta. Estás a pensar? – dizem os portugueses. O tu no lugar de você é outro detalhe charmoso.

A forma meio melancólica de se comunicar é bastante diferente do nosso modo, porém no dia a dia chega a nos encantar. Sente-se uma amargura que flui da alma das pessoas. Percebe-se que os portugueses são muito objetivos, e isso pode ser confundido com má vontade.

Vou citar uma vivência pessoal. Chegando com um grupo a um restaurante de Lisboa, dirigi-me a uma garçonete e perguntei:

– Onde vamos sentar?

– Nas cadeiras! – Respondeu, e retornou ao serviço.

No Brasil, a resposta poderia ser:

– O grupo pode sentar nas mesas do lado de dentro, porque aqui fora está frio.

Se você perguntar a um português se ele sabe que horas são, ele responde que sabe, e vai embora. Esse é um dos modos de ser do português, que muita gente não é capaz de entender, mas eu gosto e divulgo.

No Brasil, pessoas sem compromisso com a realidade pregam que o português é burro. É que eles levam tudo ao pé da letra. Tirei este exemplo da internet: Fui a uma loja de roupa, perguntei se podia ver a camisa e a atendente respondeumas é claro que podes ver.A pessoa pegou a roupa e a mulher gritou: Falei que podias ver, mas não tocar!

 Um amigo meu, em Lisboa, perguntou a um barbeiro se ele começava a atender às oito horas. Ele respondeu: Não, às vezes eu começo às 7:57, outras vezes às 8 horas e muitas vezes inicio às 8:03. Depende do transporte. Claro que esta frase foi pronunciada usando seu sotaque especial e com palavras que somente os portugueses conseguem encaixar. No final, o palavreado flui bonito.

 A sinceridade é outro ponto forte nos portugueses. São sinceros, e percebemos não terem vocação para a mentira. Aqui, a palavra tem maior valor. Isso nos leva a confiar mais nas pessoas.

Portugal, não há como não gostar de ti.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Julho 5, 2019

TITO, MEU FILHO!

Tito Flávio Vespasiano foi o imperador romano que ocupou o poder em 69 d.C., logo depois do suicídio de Nero. Foi proclamado imperador pelos seus próprios soldados em Alexandria.

Decorridos dois anos, no dia 22 de junho do ano 79 d.C., o imperador Vespasiano escreveu esta carta a seu filho Tito:

Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas. De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colesseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória.

Alguns senadores o criticam, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis(nádegas): numa privada, num banco de escola ou num estádio? Num estádio, é claro.

Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula saeculorum, e sempre que o olharem dirão: Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou. Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão. Moralistas e loucos dirão que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas.

Vel caeco appareat (Até um cego vê isso). Portanto, deves construir esse estádio em Roma. Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: Ad captandum vulgus, panem et circenses (Para seduzir o povo: pão e circo). Esperarei por ti ao lado de Júpiter.

Vespasiano morreria no dia seguinte. Tito inaugurou o Coliseu com cem dias de festa. Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado romano.

Pão e circo. Distribuição de recursos públicos aos amigos. Roma, ano 79 d.C.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 28, 2019

ATÉ QUANDO?

Nos dias que correm por aqui, bem que este grito poderia ter ecoado no Brasil. Mas aconteceu em Roma, entre os anos de 509 a.C. a 27 a.C., período conhecido como República Romana, quando foi governada por magistrados e senadores.  Nesse intervalo de tempo, Roma organizou suas instituições e obteve valiosas conquistas militares.

República, coisa pública, bem público. Vida em sociedade, administração dos interesses e necessidades de todos. Depois da queda da dinastia etrusca, no ano de 509 a.C., foram erguidas novas instituições. Dentre estas, destacavam-se a Magistratura e o Senado, composto pelos cidadãos mais velhos, encarregados da elaboração das leis e do controle da ação dos magistrados.

O cargo mais importante da magistratura era o de cônsul. Na década de 60 a.C., Catilina, que era um militar e senador famoso, pretendia ser indicado cônsul da República. Muitos viam nele um risco para as instituições republicanas. Catilina e seus aliados procuraram organizar uma sublevação (golpe) contra a República. O golpe consistia no assassinato dos dois cônsules e na subjugação do Senado.

Durante uma sessão, Marco Tulio Cícero gritou no plenário do Senado, contra seu adversário, as primeiras palavras da mais famosa das Catilinárias – Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? Marco Tulio Cícero era senador, escritor, jurista, político e orador.

Cícero no Senado

As Catilinárias são uma série de quatro discursos célebres de Cícero, proferidos no ano 63 a.C., como ato de denúncia contra a conspiração pretendida por Lúcio Sérgio Catilina.

Catilina era filho de família nobre, e planejava derrubar o governo republicano para obter riquezas e poder. Depois do confronto aberto por Cícero no Senado, Catilina resolveu afastar-se do senado, juntando-se a seu exército ilícito para armar defesa.

Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem o temor do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te? Não te dás conta de que os teus planos foram descobertos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste? Oh tempos, oh costumes!

 Na Roma Antiga, um grito que mudou a história da civilização romana.

No Brasil de hoje, pouca coisa aconteceria, pois não mais se acredita na justiça.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 21, 2019

MEU PEQUENO MUNDO ANIMAL

Em maio passei dois dias em São Miguel do Gostoso, na pousada Mar de Estrelas. Pela manhã, dei de cara com um tejo (teiú) enorme, seguido por alguns do seu grupo. No almoço, já me imaginando satisfeito, fui premiado com o desfile de uma belíssima iguana passeando sob o forte sol de verão, junto a uma gigantesca árvore repleta de cajaranas. Senti-me em um mini jurassic world.

Tejo (teiú)Tejo

IguanaIguana

Dias antes, no meu quintal em Brasília, deparei-me com um tucano entoando seu canto rouco no alto de uma árvore, observado de longe por um grupo de saguis de olhos esbugalhados, parecendo nunca ter visto uma ave tão bonita.

tucanoTucano

saguiSagui

Resolvi então juntar aos dois répteis as fotos de todos os animais que circulam pelo meu quintal, em Brasília.

Mini vespa

CondomínioCondomínio mini vespas

Formigueiro

Aqui, um extenso emaranhado condominial de formigas

Animais do Brasil. Alguns, do meu quintal.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 14, 2019

SEGURA O GALO, SENHOR JUIZ!

Barcelos é uma charmosa cidade localizada no norte de Portugal, perto de Braga, na região do Minho. Pequena e bem cuidada, Barcelos possui como principal atração uma ponte medieval ligando a cidade a um vilarejo.

Em certa época, na Idade Média, os habitantes de Barcelos andavam deveras preocupados em elucidar um crime. O autor daquela monstruosidade ainda não havia sido descoberto, e a população estava alarmada. Qualquer morador ou visitante poderia ser tomado como suspeito do crime.

Certo dia, um galego apareceu na cidade, e logo foi identificado como suspeito. Preso, jurava ser inocente. Afirmava que estava apenas de passagem pela cidade, em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa.

Condenado à forca, o homem, então, pediu pra ser levado à presença do juiz que o havia condenado. Sua solicitação foi atendida e ele foi levado à residência do magistrado que, naquele momento, se banqueteava com alguns amigos. Ali, o homem voltou a afirmar sua inocência e, perante a incredulidade de todos os presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:

– É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me forem enforcar!

O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Assumindo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o homem se salvara graças a um nó mal feito. O galego foi solto e deixado em paz.

galo-de-barcelos

Arremata a lenda que alguns anos mais tarde o homem teria voltado a Barcelos para esculpir o Monumento do Senhor do Galo, em louvor à Virgem Maria e a Santiago Maior. Este monumento encontra-se no Museu Arqueológico de Barcelos.

Unknown

Galo de Barcelos, hoje um dos símbolos de Portugal.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 7, 2019

COIMBRA, ONDE O FADO FALA GROSSO

Quando visitares Coimbra, não deixes de conhecer o fado cantado na cidade. Fui lá. Ao final, uma curiosidade: Onde estão as mulheres? Não as vi no palco durante toda a apresentação. Obviamente, lembrei-me de Amália Rodrigues, a eterna e carismática dama do fado.

Sabemos que o fado é uma música tradicional urbana de Lisboa e Coimbra, e que atualmente simboliza o estilo de música de Portugal mais conhecido no mundo, sendo considerado a canção da alma portuguesa. Somente depois fiquei sabendo que o Fado de Coimbra e o de Lisboa são diferentes, especialmente no que tange aos poemas de cada canção.

O Fado de Lisboa canta as fatalidades da vida, sendo cantado tanto por homens como por mulheres. O Fado de Coimbra fala dos encantos da cidade e da saudade que os estudantes de Portugal e do estrangeiro sentem da cidade, sendo cantado exclusivamente por homens. Daí dizer-se que o Fado de Coimbra é a música que marca o ritmo do coração da cidade dos estudantes.

Fado de Coimbra

Outro detalhe é que não se deve bater palmas na serenata e em outros momentos solenes, porque o fadista quando tocava à janela de sua amada, há muitos anos, recebia apenas um sinal de luz em agradecimento, para não chamar a atenção. Nada de palmas.

Até hoje a tradição se mantém. Cantado exclusivamente por homens, o Fado de Coimbra implica rigor nas vestes. Exibindo trajes acadêmicos  de calça, batina e capa de cor negra, que confere solenidade ao momento, quando à noite grupos de  músicos e cantores invadem, com suas canções, praças e ruas da cidade.

IMG_3613

Sem palmas, por favor.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Maio 31, 2019

O ARNESTO NÃO NOS CONVIDOU

Não fomos convidados. Chegamos à casinha no alto da serra. Não vimos ninguém. Batemos palma no portão, atentos a qualquer movimento. Ninguém nos atendeu. Pensamos em voltar. Resolvemos soltar a amarra de arame que prendia o portão e entramos.

A casa estava de portas e janelas escancaradas. Por segurança, demos uma volta em torno da casa. Não vimos ninguém.

No alpendre da frente, um galo e uma galinha se alegraram com nossa chegada. Resolvemos não entrar. Da janela do lado esquerdo avistamos um rádio antigo a nos indicar um dos costumes de seus moradores.

Ferro e rosaAo fundo, um quadro na parede mostrava parte dos moradores em foto recente. Na janela, um ferro antigo de passar roupa ao lado de um vaso de flores. Aqui, a sutileza à moda antiga.

Alpendre da frente Ler Mais…

Publicado por: Evaldo Oliveira | Maio 24, 2019

SABE QUEM FOI AUGUSTO SEVERO?

O aeroporto mais querido de Natal chama-se Augusto Severo. Uma cidadezinha do interior do Rio Grande do Norte, nascida com o nome de Campo Grande, teve seu nome alterado para Augusto Severo em 1903, porém o nome não caiu no gosto das pessoas. Somente neste ano de 2019, decorridos 106 anos, a cidade de Campo Grande retornaria ao seu nome original.

Afinal, quem foi Augusto Severo?

No dia 11 de janeiro de 1864 nascia em Macaíba, cidade vizinha a Natal, no Rio Grande do Note, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, inventor brasileiro que também foi político. Em 1880, Severo viajou para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos de engenharia na Escola Politécnica.  Projetou um dirigível – o Potyguarania -, cuja construção não chegou a ser iniciada.

Sua carreira política foi curta. Foi eleito deputado ao Congresso constituinte no ano de 1892, que organizou o Estado. No final de 1892, Augusto Severo recebeu um auxílio do governo para mandar construir na Europa um aeróstato dirigível, de sua invenção. A esse aeróstato deu o nome de Bartholomeu de Gusmão. Esse dirigível introduzia um conceito novo.  Era um aparelho semirrígido, em que o grupo propulsor estava integrado ao invólucro através de uma estrutura trapezoidal em treliça. O invólucro foi encomendado à Casa Lachambre, em Paris, especializada na construção de balões.

O balão, com cerca de dois mil metros quadrados, medindo sessenta metros de comprimento, chegou ao Brasil em março de 1893. Sua estrutura em treliça, inicialmente projetada para ser executada em alumínio, foi construída no campo de tiro de Realengo, no Rio de Janeiro, assim como a montagem de uma usina para a produção de hidrogênio. A falta do material para construção da estrutura fez com que o projeto fosse alterado, construindo a parte rígida em bambu.

Somente em 1894 o Bartholomeu de Gusmão realizou as primeiras ascensões, ainda como balão cativo, mostrando-se estável e equilibrado. Porém antes que o dirigível pudesse ser testado livre das amarras, uma forte tempestade destruiu o hangar e a aeronave.

Em 1902, Augusto Severo mandou construir um novo balão em Paris, com 31 metros de comprimento. Possuía dois motores, de 16 e 24 cv, instalados em uma estrutura leve, com duas hélices nas extremidades. Em uma experiência no dia 4 de maio de 1902, dez homens seguraram o balão com uma corda, enquanto as hélices estavam em funcionamento. Outro teste, realizado em 7 de maio, mostrou o funcionamento adequado dos vários mecanismos.

balao_pax

Finalmente, em um dia com boas condições climáticas, na manhã do dia 12 de maio de 1902, o PAX finalmente voou pelos céus de Paris, com destino a Issi-les-Moulineaux. Logo depois da bem sucedida decolagem, um dos motores parou quando o balão estava a 400 metros de altitude, seguindo-se uma explosão que resultou na morte de Augusto Severo e do mecânico Georges Saché. Os destroços da aeronave caíram na Avenue du Maine.

No dia 23 de outubro de 1906, em Paris, Santos Dumont fazia uma exibição pública de um voo do l4-Bis.

Augusto Severo, inventor brasileiro.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Maio 10, 2019

VISITAS NO QUINTAL

Neste domingo 28 de abril, algo chamou minha atenção no quintal.  Um barulho estranho, entre esganiçado e rouco, que lembrava o barulho de um rói-rói ou de uma fechadura enferrujada de um portão. Saí e fiquei atento, espalhando minha limitada audição pelas árvores. De repente, mais um canto rouco.

Flagrei um tucano exibindo-se no alto de uma palmeira, alheio às encrencas dos filhos do presidente com o seu vice. No duro, no duro, lembrava um xingamento. Não sei para quem.

TucanoSó consegui realizar uma foto, e o tucano se foi, tentando equilibrar-se com seu enorme bico amarelo. Partiu na direção da Granja do Torto, hoje residência de finais de semana dos presidentes da república. Desconheço a sua intenção.

Ao lado, um grupo de saguis chamava a atenção, saltando dos galhos repletos de frutos de um abacateiro.

Sagui

Venho de uma pequena cidade localizada na esquina do mundo, maior produtora mundial de sal marinho, e lá não há nem tucanos nem saguis. Esse privilégio, em plena capital da república, pode parecer estranho para um europeu, acostumado com a falta de animais silvestres em áreas urbanas.

Um tucano. Um xingamento rouco.

Um grupo de saguis; capital com cara de campo.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Older Posts »

Categorias