Publicado por: Evaldo Oliveira | Março 27, 2020

LUCIEN, UMA MULHER BRASILEIRA

Uma capital do Nordeste, 1947. Uma bela garotinha acabara de nascer na maternidade. Primeira  filha do casal. Tudo era alegria e contentamento. O pai vai apanhar a criança de carro na maternidade, junto com a mãe. Chegam em casa, tudo normal. O pai vai ao supermercado fazer as compras.

A mãe, transbordando de alegria, dá de mamar para a criança, coloca-a no berço.

Enfim, senta-se em uma cadeira de balanço para descansar um pouco, enquanto aguardava a volta do marido.

Em trinta minutos o pai, então professor da Universidade Federal, retorna com os mantimentos que acabara de comprar. Todo feliz, dá um beijo na esposa, vai ao berço e beija também a recém-nascida.

– Querida – Falou o professor universitário -, eu vou à faculdade resolver umas pendências das provas de alguns alunos e retorno em seguida.

Aquela foi a primeira e a última vez que a recém-nascida tivera contato com seu pai. Ele nunca mais daria notícia. A criança foi bem criada pela mãe, estudou em excelentes colégios e se formou em medicina.

São Paulo, 1997. Participando de um congresso de sua área de atuação, Lucien se dirigiu à recepção para fazer seu crachá. Ao seu lado, outra médica, que parecia ter sua idade, solicitou o seu crachá, e falou seu nome e sobrenome. O sobrenome despertou a atenção de Lucien, que olhou para o lado e perguntou o nome do pai daquela moça. Era o pai dela, também. Nada falou. Apenas sorriu e desapareceu.

Brasília, 2007. Há alguns anos, fiquei sabendo, através de uma amiga comum, que Lucien havia morrido, vitimada por um tumor cerebral. Nessa época (2007) eu trabalhava em um hospital de oftalmologia, em Brasília. Certo dia, observando do mezanino, percebi Lucien sentada no térreo, aguardando ser chamada para os exames pré-consulta. Um susto! Mas ela morreu!– Pensei.

 

Confuso, desci as escadas. Ao avistar-me, Lucien se levantou, abrindo os braços a um grande abraço meu. Você talvez não imagine a felicidade que eu sinto em vê-la –, falei, controlando a forte emoção que me cortava as palavras. Ela havia casado com um oficial do exército e tinha um filho rapaz, que estava ao seu lado.

Lucien, três momentos de uma vida difícil. Uma mulher excepcional, de quem sou amigo até hoje.

Lucien nunca viu seu pai.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Março 21, 2020

UM CARTÃO POSTAL CHAMADO ÓBIDOS

Óbidos é um cartão postal, digo, uma vila portuguesa do distrito de Leiria, na província de Estremadura, com 2.200 habitantes na marte murada. A cidade tem costa no oceano Atlântico. O Castelo de Óbidos foi declarado o segundo entre os sete monumentos mais relevantes do patrimônio arquitetônico português.Arquivo Escaneado 4Muralha

A imponente entrada da cidade é feita através de um grandioso portal, que faz parte das muralhas que a cercam.

O Aqueduto da Usseira, também conhecido como Aqueduto de Óbidos, estende-se ao longo de seis quilômetros, sendo três  subterrâneos, e vai da nascente da Usseira até o chafariz da Praça de Santa Maria de Óbidos. Foi mandado construir pala rainha D. Catarina, mulher de D. João III, no ano de 1573. As arcadas, com seus arcos de volta perfeita, são reforçadas a espaços regulares por pegões.

Tiago

Suas ruas estreitas, calçadas por pedras,  Óbidos nos transporta ao Renascimento em Portugal. É fechar os olhos e sonhar. Em alguns pontos da cidade, objetos do  passado evocam antigas lembranças.

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Sem querer, terminei lembrando de outro cartão postal chamado Chamonix, uma cidade aos pés do Mont Blanc, na França, com seus dez mil habitantes.

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Em Portugal, Óbidos. Pequenina, austera, com ares tropicais.

Chamonix, na França. Aqui, exibindo-se com o Mont Blanc ao fundo.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Março 13, 2020

NÃO ADIANTA. INÊS ESTÁ MORTA!

Inês de Castro (1325-1355), uma nobre dama da região de Castela, na Espanha, fazia parte da corte de Constança quando esta foi para Portugal para casar com o infante Pedro, filho e herdeiro do rei Afonso IV, em agosto de 1339.

Pedro se apaixonaria por Inês de Castro, e esse romance passou a ser muito comentado, sendo mal aceito pela corte. Os dois apaixonados passaram a se encontrar às escondidas.

Sob o pretexto da moralidade, D. Afonso IV não aprovava essa relação. Assim, no ano de 1344, o rei mandou exilar D. Inês no castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. Mesmo assim, Pedro e Inês correspondiam-se com frequência.

Em outubro de 1345, D. Constança morreu ao dar à luz o futuro rei, D. Fernando I de Portugal. Na sequência, contrariando as ordens o pai, D. Pedro manda buscar Inês, e se instalam em Coimbra. Finalmente estavam juntos. O casal teve quatro filhos no mosteiro de Santa Clara, o que agravou a situação. Boatos davam conta de que o príncipe havia se casado secretamente com Inês.

O rei D. Afonso IV decidiu que a melhor solução seria matar Inês de Castro. O rei, aproveitando-se da ausência de D. Pedro, saiu com alguns auxiliares diretos para executarem o plano de matar Inês, em janeiro de 1355.

A morte de Inês de Castro provocou a revolta de D. Pedro contra D. Afonso IV. O caso foi aparentemente equacionado, e no ano de 1357 ele se tornaria o oitavo rei de Portugal como D. Pedro I. Em 1360 D. Pedro I elaborou a declaração de Cantanhede, em que legitimava seus filhos com Inês, e afirmava haver casado secretamente com ela em 1354, em Bragança.

Pedro I começa a perseguição aos três conselheiros assassinos de sua amada Inês. A vingança foi executada com requintes de crueldade. Fora a vingança, não havia mais o que fazer, diziam. Inês estava morta. Aqui, a origem do ditado Não adianta. Inês é morta!

Em 1360, D. Pedro I assume então, publicamente, que o casamento com Inês fora realizado em segredo, antes de sua morte. Em 1361 Inês de Castro foi tornada, postumamente, rainha de Portugal. D. Pedro I resolve fazer uma homenagem a D. Inês de Castro, ordenando que o corpo da amada fosse desenterrado e posto no trono. A rainha foi coroada, e os nobres obrigados procederem a cerimônia do beija-mão ao cadáver, sob pena de morte. No desenho abaixo, uma pessoa do reino beijando a mão de Inês de Castro, que está morta e colada ao trono, sob a vigilância do rei D. Pedro I.

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Em seguida, ordenou o traslado dos restos mortais para Coimbra, para um dos dois belíssimos túmulos que mandara construir no mosteiro de Alcobaça. Hoje, os corpos de D. Pedro I e D. Inês estão sepultados lado a lado nesse mosteiro

Evaldo Alves de Oliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Março 7, 2020

A SINGELEZA DE UMA CASA DE VIDRO QUE PARECE FLUTUAR

O que poderia haver de especial em falar de uma casa de vidro? Nada, pois há milhares de casas de vidro pelo Brasil afora. E se eu disser que essa casa de vidro foi construída entre os anos de 1951 e 1955 por uma das mais importantes, mais criativas e festejadas dentre os arquitetos?

Lina Bo Bardi construiu o Museu de Arte de São Paulo – MASP, que ostenta um dos maiores vãos livres do mundo e o segundo do Brasil, com 74 metros entre os pilares. Localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, foi construído por iniciativa do paraibano Assis Chateaubriand. O edifício é considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira, pelo destaque de seus pilares, um visual de obra inacabada, o conceito puro da arquitetura – construção de espaços de forma organizada e ordenada para acomodar atividades humanas.

masp

O terreno onde o museu foi instalado foi doado à Prefeitura de São Paulo, com a condição de que jamais fosse construído um edifício no local. Isso porque uma construção iria esconder a paisagem para a Avenida Nove de Julho, com vista para o centro e a Serra da Cantareira. Para atender essa exigência, Lina Bo Bardi apresentou um projeto com um grande vão, onde era possível ver toda a paisagem preservada.

Em um ponto do vão livre há uma grande pedra. Oficialmente, ela está ali para ostentar uma mensagem gravada como comemoração da inauguração, que teve a presença da rainha Elizabeth II. As pessoas afirmam que Lina escolheu a pedra por ter a silhueta de Chatô, o empresário paraibano idealizador do museu.

Pedra vão livre

O Masp possui a mais importante e abrangente coleção de arte ocidental da América Latina e de todo o hemisfério sul, bem como uma extensa seção de arte brasileira.

Foi essa arquiteta quem construiu algo singelo, quase flutuante, a Casa de Vidro, que seria sua residência. Construída no período de 1951 a 1955, a Casa de Vidro tornou-se ícone da arquitetura da época, por suas características únicas. Era toda de vidro. De alvenaria, apenas a parte íntima no interior da casa. Chama atenção o vão livre da parte inferior da construção, sustentado por canos de ferro. Uma ousadia nos anos 1950.

Casa de Vidro 2

Casa de Vidro

Casa de Vidro em dia de exposição

Casa de vidro. A suavidade em meio ao reboliço de São Paulo.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Fevereiro 28, 2020

O LADO B DE UMA BOA VIAGEM

Muitas vezes, o sucesso de uma viagem deve-se a coisas simples, normalmente deixadas de lado pela maioria dos viajantes. Aqui, algumas experiências.

O farol de Colônia do Sacramento, no Uruguai (1857). É parar e contemplar. Mas muita gente passa direto.

farol-do-chile

O Homem do Semáforo (Ampelman) só existe na antiga Berlim Oriental. Tem que se informar para entender a luta de um povo para manutenção da figura do Ampelman nos cruzamentos, depois da reunificação da Alemanha. Durante a fase verde do sinal, a figura fica caminhando, e no final ela acelera. Tem que ver.

Ampelman

Ampelman 1

Comer um Trdelnik em Praga, na República Tcheca, vendido nas ruas. Simples.

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Rosca 2

Cabeça de bebê em Berlim ocidental. Basta aproximar-se e se encantar.

Cabeça

Criança em perigo, em uma exposição. É parar e admirar.

Menino:cadeira

Em Santiago do chile, esse casal com destino ao céu, dando carona a um pássaro na roda dianteira. Apenas atenção aos detalhes. Já viu esta foto em algum lugar?

Bicicleta

Aspectos simples podem ser mais importantes que um city tour.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Publicado por: Evaldo Oliveira | Fevereiro 21, 2020

TE ENCONTREI NO CARNAVAL!

A vida é um grande Baile de Máscaras, e cabe a nós desvendar o que tem atrás de cada máscara. Rafael Cruz

 –

Eu sou aquele pierrô, que te abraçou, que te beijou, meu amor… – uma voz sussurrava artificialmente enrouquecida, oculta por trás de uma máscara. Um pouco confuso, o jovem estudante tentava identificar de onde vinha e a quem pertencia aquela voz afetuosa, mas de um timbre estranho, que partia de um rosto oculto, atrás de si.

Aquela voz sussurrante surgira no meio da multidão, do nada, de alguém que brincava com as pessoas, sassaricando ao som de Máscara Negra, naquela manhã de clima ameno. Era um bloco muito grande, milhares de pessoas sob os efeitos da extrema alegria.

Foto internet

Engrossando a voz, o mascarado atacou:

– Oi, Garoto, sabe quem sou eu!? – E estendeu a mão para a cordialidade de um aperto. Afinal, era carnaval no Rio de Janeiro e no Brasil.

O jovem, desconfiado daquele mascarado desconhecido, tomou sua mão e avaliou o antebraço, semiencoberto por uma luva, e disparou:

– Pelo braço cabeludo, claro que você é um homem!

O estranho puxou a mão com violência, claramente chateado, e saiu com ares de irritação.

Dias depois, o folião amador saberia que aquele estranho era, de fato, uma garota, sua colega de faculdade, e que nutria por ele um amor platônico.

Mesmo sendo carnaval, e de máscara, não rolou.

E o amor platônico ainda sobrevive, descobriria o jovem.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Crônica baseada em fato real acontecido em minha cidade.

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Fevereiro 14, 2020

UMA NAÇÃO PODE TER PAI?

Conversando com uma pesquisadora turca, em um hotel de Istambul, pudemos perceber que ela foi tomada de uma forte emoção quando falou de Atatürk. Em seu rosto, a satisfação mais profunda de nos colocar a par dos acontecimentos na  história recente do seu o país. Até ali, conhecíamos seu nome de algumas leituras que antecederam nossa viagem. Falou-nos da elegância de  Atatürk, trazendo-me a lembrança de Juscelino. E a tristeza da constatação de que, há anos, não temos um estadista governando o Brasil.

AtaturkFoto internet

Os otomanos aliaram-se ao Império Alemão no início do século XX, objetivando recuperar seus territórios perdidos, juntando-se à Tríplice Aliança na Primeira Guerra Mundial. A Turquia (Império Otomano) foi derrotada, e a partilha do seu território estava sendo acertada pelos Aliados, vencedores da Primeira Guerra Mundial. Transtornado, o marechal Mustafa Kemal retirou-se das discussões e passou a liderar o Movimento Nacional Turco, que se configurou na Guerra da Independência. E só largaria as armas quando a Turquia voltasse a ser livre.

Suas campanhas militares bem sucedidas asseguraram a liberação do país e a proclamação da república onde anteriormente era território de sultões e califas. Atatürk rotagonizou um ambicioso programa de reformas econômicas, políticas e sociais, transformando as ruínas do Império Otomano em uma nação.

O Tratado de Lausanne terminou com a Guerra de Independência da Turquia, e reconheceu oficialmente a nova nação. Mustafa Kemal tinha 42 anos quando a República da Turquia foi formada. Ao assumir o posto de primeiro presidente da Turquia, Atatürk implementou um ambicioso programa de reformas políticas, culturais e econômicas. Estas reformas transformaram profundamente a vida das pessoas, que até então se viam apenas como súditos muçulmanos de um vasto império, para cidadãos de uma nação-Estado moderna, democrática.

Tratado de Lausanne. O reconhecimento internacional da nova República da Turquia seria firmado em 24 de julho de 1923, em Lausanne, na Suíça, com a anuência do Reino Unido, França, Itália, Japão, Grécia, Romênia, Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, e Turquia.

Mustafa Kemal Pasa, o Atatürk, morreu no dia 10 de novembro de 1938, às 9h05. Desse momento em diante, todos os carrilhões do Palácio Dolmabahçe, na cidade de Istambul, à beira do Bósforo, congelaram suas horas e, parados, eternizam o momento exato (9h05) da morte do homem que é considerado o Pai da Turquia (Atatürk= Pai da Turquia).

O reconhecimento internacional da nova República da Turquia como sucessora do Império Otomano.

Um marechal de campo. Um estadista revolucionário. O fundador da Turquia.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Publicado por: Evaldo Oliveira | Fevereiro 7, 2020

UM ROUBO MILIONÁRIO. UM CRIME INSOLÚVEL

No início de 2009, acreditem, um grupo criminoso conseguiu roubar uma fortuna em artigos de luxo de uma loja, em Berlim. Usando máscaras e luvas, os bandidos entraram por uma parte envidraçada do telhado. Usando cordas, desceram sem ser percebidos pelos detectores de movimento instalados no interior do prédio, um edifício de sete andares.

Apenas no hall de entrada da KDW (Kaufhaus des Westens), uma das maiores lojas de departamento da Europa, eles levaram joias e relógios no valor de cinco milhões de euros. A polícia suspeita de que o grupo criminoso tenha fugido pelo telhado.

Kadewe

O caso tomou vulto quando a polícia encontrou uma luva no local do crime, e o material genético recolhido endereçou a um suspeito de origem libanesa que tem antecedentes criminais. Caso resolvido? Não. É justamente aqui onde começam os problemas. O suspeito tem um irmão gêmeo univitelino, e o DNA de gêmeos univitelinos é idêntico. Na dúvida, foram presos os dois, mas a polícia teve que soltá-los, pois não tem como identificar qual deles é o culpado.

Como álibi, o advogado dos gêmeos afirma que o material genético encontrado na cena do crime apenas prova que algum dos dois, em algum momento, usou a luva, mas não necessariamente dentro da loja, no dia e na hora do crime.

O caso continua sendo investigado pela procuradoria de justiça de Berlim. Até hoje as joias roubadas não foram localizadas. Entre os irmãos, o segredo parece que vai continuar, pois a ciência não conseguiu desvendar qual dos dois irmãos é o culpado.

Um roubo. Um crime de difícil solução. E a força da democracia e do respeito às leis.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Janeiro 31, 2020

CEIA ESPECIAL NA MANSÃO DAS MÁSCARAS

Fazei isto em memória de mim. Lucas 11:19. Percebendo que iria ser entregue para o sacrifício da crucificação, Jesus se reuniu com seus discípulos para jantar. Essa última ceia seria muito importante para Jesus.

Depois do jantar, Jesus pegou um pedaço de pão e um copo de vinho e distribuiu aos discípulos. Deixou claro que o pão representava seu corpo, e que o vinho representava seu sangue. Ao final, Jesus ordenou que os discípulos repetissem essa cerimônia para lembrar dele.

Convidado para uma ceia na Mansão das Máscaras, em Brasília, deparei-me com uma inusitada e belíssima cena. Ao lado das mesas, figuras em tamanho natural (1,80), vindas de Caruaru, dispostas em ordem aleatória, perfilavam-se à frente deste convidado, capitaneadas por um Cristo, que teve os braços refeitos porque foram avaliados pequenos. Imagens dos doze apóstolos em tom compenetrado nos convidavam para mais uma ceia, os apetrechos nordestinos dispostos sobre a mesa.

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Cristo. Doze apóstolos. Homens que renunciaram a tudo pelo ideal de servir. Que sejamos dignos desta ceia.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Janeiro 24, 2020

MAURÍCIO AZEREDO, uma lembrança

Era um jovem bem apessoado, pelos idos do início da década de 1980, quando o conheci. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, Maurício Azeredo era professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da UnB. Eu, médico homeopata e pediatra, atendi suas filhinhas e daí nossa amizade só se fortaleceu.

O designer de móveis é professor adjunto do Curso de Design do Departamento de Artes e Arquitetura da PUC de Goiás. Foi premiado várias vezes pelo Museu da Casa Brasileira e pela Bienal Brasileira de Design – Secretaria de Cultura do Estado do Paraná. Expôs sua obra em diversos museus e galerias do Brasil e do exterior, incluindo Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Singapura.

Várias vezes estivemos na casa de Maurício e em seu ateliê, na cidade goiana de Pirenópolis, acompanhados de amigos, para uma conversa com o artista, que em uma dessas visitas se esmerou no preparo de uma paella com os mais variados frutos do mar. Esta foto parece ser de 1985.

Pirenópolis 1985Visitei algumas casas de amigos em Brasília, e escolhi estas fotos para prestar uma homenagem a Maurício Azeredo.

Mesa

Em noite de taçasA mesa em noite de taças. As estolas são da arquiteta e designer de tecidos Cláudia Azeredo. Perceba que na imagem aparecem algumas travas que,  quando retiradas, propiciam a desmontagem da mesa, já que não tem cola nem parafuso. São encaixes.

Mesa de centroMesa de centro, tendo ao fundo um banco Ressaquinha

Portas de apartamentos

PortaPorta 2

Maurício Azeredo. Para a arte em móveis,  este nome basta.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

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