Publicado por: Evaldo Oliveira | Julho 20, 2018

UMA NO PINO E OUTRA NO CONTRAPINO

Em minha vida de 30 anos como pediatra, sempre trabalhando em unidades do serviço público de saúde, atendi muitas crianças envolvidas em ocorrências ligadas a choques elétricos. Algumas delas morreram. Lembro de uma criança do Gama que chegou com a parte interna da boca queimada por ter colocado a ponta do chuveirinho na boca e soprado com força. A mãe estava junto.

Adultos ou crianças, um dos momentos mais perigosos era exatamente aquele em que se tentava colocar ou retirar um aparelho da tomada. É que sobrava um espaço sem proteção entre o pino do aparelho e a entrada da tomada. Esse era o momento mais propício para o choque.

Foi criado o novo sistema de tomadas, que pode ser de dois tipos: plugues para aparelhos que não produzem calor (10 amperes), como batedeira, máquina de lavar roupa) e os plugues mais grossos, de 20 amperes, para equipamentos que geram calor, como aquecedor elétrico e micro-ondas. Com isso, evita-se a ligação de um equipamento de maior consumo em um ponto que não foi projetado para ele, o que poderia causar uma sobrecarga.

Em face dessa evidente melhoria que se seguiu à implantação do novo sistema de tomadas, fica difícil não entender os benefícios trazidos por esse novo modelo. Só se fechar os olhos.

Já li muitas queixas em relação a essas tomadas, mas nenhuma delas foi feita por pessoas comuns que se sentiram iludidas pelas melhorias propaladas quando de sua implantação no Brasil.

Todos sabem que as causas dos choques elétricos são muitas e variadas, e em sua maioria ocorrem por negligência e desrespeito às normas de segurança. Lembro aqui o caso de duas enfermeiras que mandaram pintar uma casa  e em sua visita ao imóvel, depois da entrega do serviço, se depararam com a fiação energizada,  com cerca de meio metro para fora das paredes, com as pontas protegidas  por fita isolante. Ao chegarem à casa, as irmãs amarraram a corrente de ferro, onde o cachorro estava preso, em um dos fios e o dobraram para cima. O cão começou a latir e a pular, desencapando o fio. Quando uma das moças ouviu o grunhido do cãozinho, que se debatia em reação aos choques, jogou-se sobre o animal, tendo morte instantânea. Frente àquela situação, a irmã pulou sobre os dois, e também morreu. Nada disso teve a ver com as novas tomadas.

Novos pinos

Por ser apenas médico e não entender de lobbys nacionais ou internacionais, sou francamente favorável à implantação desse novo sistema de tomadas. Tenho a firme convicção de que as indústrias brasileiras poderiam assumir, sem qualquer dificuldade, a produção desses novos padrões de tomadas no Brasil e fora dele.

Uma no pino. Tomadas seguras evitando acidentes. Até hoje não entendi a causa de tanta reclamação.

Contrapino 1   Contrapino

Outra no contrapino. A segurança em um pequenino artefato.

Por quem os contra pinos dobram?

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Julho 13, 2018

LIVRARIA ATENEO Buenos Aires

Ao visitar Buenos Aires, além de todos os programas que você organizou para sua estada na capital da Argentina, dê uma passadinha na Avenida Santa Fé, no bairro Norte, e você se encantará com um edifício em estilo eclético, com o teto exibindo belíssimos afrescos pintados pelo artista italiano Nazareno Orlando. Ali, no ano de 1919, funcionava um teatro com capacidade para acolher 1.050 felizes espectadores.

Pelo caminho você poderá se deparar com Dom Quixote exibindo-se com sua espada ao lado de um belo touro, tendo ao fundo a imagem de Evita Peron.

Dom Quixote

No final da década de 1920 o teatro foi convertido em cinema, sendo projetados ali os primeiros filmes sonoros na Argentina. Como um passo de mágica, no lugar do cinema surgia a Livraria El Ateneo que, somente em 2007, vendeu mais de 700 mil livros. Anualmente, mais de um milhão de pessoas visitam aquele local.

Livraria-El-Ateneo

Nesse ambiente encantador, utilizando seus camarotes ainda intactos, os leitores podem mergulhar nos livros, sob uma aura de pura e elegante retrofilia. No local que funcionava como palco, o visitante pode desfrutar dos serviços de um bonito café. Tudo isso fez com que El Ateneo fosse classificado, pelo jornal britânico The Guardian, no ano de 2008, como a segunda melhor livraria do mundo.

El Ateneo. Cultura, beleza e história juntas. Com a companhia de um cafezinho, porque ninguém é de ferro.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Julho 6, 2018

NO GRANDE BAZAR DE ISTAMBUL, PERDIDO

Você atravessa a ponte Gálata, em Istambul, e dá de cara com um gigantesco mercado. Fica deslumbrado e entra. Lá, você descobre que aquele é o Mercado ou Bazar das Especiarias, ou Bazar Egípcio, um dos maiores e mais antigos bazares da cidade.

Merc Egípcio II

Pesquisando, você se dá conta de que naquele mercado existem 88 salas e que a ala mais longa tem 150 metros de comprimento e 36 lojas. A ala mais curta tem 120 metros e 46 lojas. No centro existem 6 lojas.

E você imagina: Pronto, já vi o bazar de Istambul. Em seguida, levado por um guia, você se descobre em frente ao Grande Bazar, e fica extasiado.Afasta-se para que possa contemplar o Grande Bazar de Istambul por inteiro, e se dá conta de que se encontra diante do maior e um dos mais antigos mercados cobertos do mundo.

Situado no bairro de Eminönü, em Istambul, o Grande Bazar se oferece por inteiro através de suas quatro entradas, sendo uma em cada um dos extremos das ruas principais. O Portão Nuruosmaniye liga o setor de tecidos ao de especiarias, e o Portão Beyazit dá acesso ao bazar de Livros, junto à área de couros e prataria.

Minha impressão diante do Grande Bazar de Istambul foi de puro encantamento. Parei em frente ao primeiro grande portão e logo me lembrei da orientação do guia: Anote o número do portão por onde estiver entrando, porque você pode sair em ruas ou locais desconhecidos, e se confundir na volta para o hotel.

O mercado foi aberto em 1461, ficando mundialmente conhecido por sua joalheria, cerâmica, seus tapetes e suas especiarias. O Grande Bazar tem mais de 60 ruas e conta com cerca de 3.000 lojas, onde a cada dia acorrem cerca de 300.000 pessoas. Especula-se que chegue a 20.000 o número de trabalhadores naquele local.

No interior, um enorme labirinto repleto de pessoas, onde se vendem luminárias, narguilés, joias, tapetes, almofadas, louças, cerâmicas. Os preços são mais altos que os praticados nas lojinhas da cidade, e a arte de uma boa pechincha pode reduzir o valor de uma peça a menos da metade.

A caminhada pelo Grande Bazar nos conduz aos tempos de Aladim, o jovem que sai á procura de uma lâmpada sem se dar conta de que dentro havia um gênio. Lembra também daqueles filmes de suspense em que as pessoas se perdem em meio a uma multidão apressada e tagarela, e onde um eflúvio de odores de todos os tons nos conduz a um imaginário de quinhentos anos atrás.

Gran Bazar

E fui caminhando, a todo momento me deparando com elementos coloridos, luzes, idiomas variados, temperos, cheiros e sabores. A todo momento, grupos de turistas de todas as  latitudes passam pelos corredores em busca de algo que ainda estão por descobrir. Mas sabem que encontrarão.

De repente, fui invadido pela impressão de estar perdido. Ali, a terrível sensação e o exato entendimento do sentimento de abandono. Olhei para os lados e não vi o pessoal que estava comigo, mas mantive a calma. Eu saberia sair dali, pois anotara o número do portão por onde havia entrado, e me controlei.

Depois de algumas idas e vindas, finalmente avistei rostos conhecidos, e meu ânimo voltou ao limite da normalidade. Ufa!

Não havia ainda o smartphone. Hoje só se perde quem quer.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 29, 2018

UMA VELA PARA VOCÊ

Em viagem de turismo à cidade de Buenos Aires, no mês de maio, resolvi fazer algo nada convencional: conhecer um cemitério. E lá fui eu para o Cemitério da Recoleta (Cementerio de la Recoleta), no bairro do mesmo nome.

Lá, percebe-se que os arredores  do cemitério se tonaram um local de lazer muito utilizado pelos moradores da cidade, pela qualidade de seus jardins. O distrito da Recoleta é um dos mais nobres da capital da Argentina.

Em face do luxo das lápides e da ostentação dos túmulos, o Cemitério da Recoleta é, hoje, juntamente com o cemitério de Pere-Lachaise, na cidade de Paris, um dos mais visitados do mundo. O cemitério da Recoleta representa o bom momento econômico que a Argentina viveu nos anos iniciais do século XIX.

Na manhã daquele sábado ensolarado, entrei no cemitério com o objetivo único de fotografar os túmulos maiores e os mais bonitos. Porém a grandiosidade dos mausoléus e a beleza de suas lápides eram tão exageradas que eu desisti.

Então, mudei de foco. Procurei pelo menor. Com essa ideia na cabeça, caminhei por ruas bem cuidadas em busca do menor de todos os túmulos. Passei em frente ao grandioso mausoléu do todo poderoso Juan Domingo Peron. Não parei. Havia muita gente em volta.

Nessa busca, deparei-me com dois dos menores túmulos do local. Em ambos, a simplicidade que o tempo soube respeitar. Parei em frente a cada um deles e me emocionei ao perceber uma vela acesa em sua entrada. Naqueles jazigos mais simples, mais antigos, com ares de mal cuidados, uma simples vela acesa os distinguia dos demais. Não percebi velas acesas nos outros túmulos, àquela hora da manhã. Exceto no de Peron.

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Dois túmulos antigos, com ares de mal cuidados.

Uma vela acesa simbolizando amor e respeito, em detrimento do estado de conservação e da idade dos pequenos túmulos.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 23, 2018

UM TUMULTUADO CASAMENTO

Fui convidado para a festa especial de casamento, que aconteceria no quintal dos pais da noiva. A festa aconteceu neste sábado, dia 17 de junho, e muitos vizinhos de sítios e fazendas compareceram ao Recanto do Pôr do Sol para conferir.

No quintal da casa principal foi colocada uma mesa para acomodar os utensílios que o padre Honorino utilizaria no evento. Por precaução, os pais da noiva convidaram o delegado e o bravo Possidônio, soldado de boa reputação no vilarejo, para garantir a normalidade daquelas bodas. Veio também um escrivão.Casamento

Os convidados foram chegando para a festa, que aconteceria à noite. A papelada estava em ordem, e o noivo devidamente escoltado por dois capangas. O padre Afonso estava tão ansioso para realizar a cerimônia de casamento que mandou dona Isolda fazer uma vestimenta nova, com estola e tudo mais. A estola não foi usada porque serviu de brinquedo para Coceira, o cão da dona da casa.

Os primeiros a chegar foram sinhá Vitória e Fabiano. Os filhos ficaram com uma vizinha, dona Evangelina, pessoa de grande confiança. Baleia também ficou

Fabiano

Sinhá Vitória

Descobriram essa penetra, com uma mala com vestimentas de vaqueiro. A intenção era dar fuga ao noivo.

Penetra

Ao final, depois da apresentação de um grupo de bumba meu boi, uma pequena vaquejada animou a festança.

Vaquejada I

Vaquejada II

Encerrando todo o evento, rolou um forró que foi até o dia clarear.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 15, 2018

LIGURIA, O BEIRUTE DE SANTIAGO

Em visita a Santiago, a educada capital do Chile, depois da visita ao mercado da cidade e de uma maravilhosa degustação de vinhos orgânicos, faltava conhecer um restaurante gostoso, que tivesse a cara da cidade.

Dispúnhamos de uma abalizada indicação, e saímos em busca de novidades, até encontrarmos um café que nos lembrava Paris, porém com alguns detalhes que os chilenos sabem agregar com louvor.

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Caminhando pelas ruas quase sempre limpas, nos encantamos com a bela visão de dois amantes fugindo pelos céus de um parque. Como em um passe de mágica, nos descobrimos em frente ao bar Liguria, que eu imaginava um restaurante. Sua fachada simples, com ares italianos, permitia uma visão de seu interior, o que nos impunha a obrigação de entrar, pelo que se anunciava de belo. Logo, a lembrança do Beirute, o emblemático bar-símbolo de Brasília, na 109 Sul, surgiu em minha mente.

O seu interior nos remete a restaurantes antigos, apesar de ter apenas 25 anos de existência. Uma volta no tempo, com suas banquetas convidando para um amplo balcão e, à frente aquele tudo de bom que as prateleiras de um restaurante pode oferecer.

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Ao sairmos desse almoço especial, reencontrei el bigodon, que na calçada havia nos convidado a entrar. Um abraço e uma foto. No hotel, dando uma passada nas folhas de um livro que falava sobre aquele famoso bar, deparei-me com a figura de el bigodon. E descobri que havia abraçado um personagem, um ícone.

El bigodon

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Liguria, parte de Santiago. Beirute, a cara de Brasília desde tempos.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 8, 2018

UMA ÁRVORE, uma religião, um povo?

No ano de 1931 um grupo de bascos trouxe uma árvore do país basco para ser replantada na cidade de Santiago, no Chile. Ali, o roble sagrado de Viscaya, que simboliza liberdade e justiça, funde suas raízes na milenar tradição Basca. Que o  vento dos séculos espalhe suas folhas e, como mensageiras do país basco, fertilizem a terra chilena (texto escrito em uma placa de mármore). Viscaya se refere a um território histórico do País Basco, cuja capital é Bilbao.

No país basco fica a cidade de Guernica, bombardeada pela Alemanha Nazi e pela Itália fascista no ano de 1937, durante a Guerra Civil Espanhola, que aconteceu no período de 1936 a 1939. Nesse ataque, 126 pessoas inocentes foram mortas.  Guernica  serviu de inspiração e deu nome ao melhor e mais famoso de todos os quadros de Picasso.

A árvore foi plantada no Cerro(morro, em português) San Cristóbal, onde no alto se encontra uma grande estátua da Virgem da Imaculada Conceição. Ocerroé um dos pontos mais altos de Santiago, e desde o ano de 1931 aquela árvore oferece sua sombra benfazeja a quantos visitam aquele que é um dos melhores pontos da da capital do Chile.

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Uma árvore. Um grito de liberdade do povo basco seis anos antes do ataque a Guernica.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Os bascos são um grupo étnico que habita partes do norte da Espanha e do sudoeste da França. São encontrados predominantemente na região conhecida como País Basco. Wikipédia.

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Maio 31, 2018

EM BUENOS AIRES, UM PASSEOe um estranho banco

Passeando pelas ruas de Buenos Aires, você vai dar de cara com algumas figuras muito amadas pelos argentinos. Suas estátuas estão espalhadas por algumas ruas, formando o Passeo de la Historieta, que começa com a simpática Mafalda, musa dos cartoons. Na Argentina, a turma da Mafalda ganhou importância por suas críticas políticas e ambientais.

No Passeo da la Historieta Mafalda aparece sentada no banco de uma praça, na esquina mais famosa de San Telmo. Outras figuras  vão surgindo pelas calçadas das quadras, terminando em Porto Madeiro. Ao final, você terá contemplado em torno de 15 dos personagens mais famosos na Argentina.

Mafalda

Fazendo parte do passeo, em uma esquina surgem as Chicas Divito, que são duas mulheres bonitas e de extravagante sensualidade, que representariam a mulher argentina. Fui conversar com elas.

Divas

Caminhando pelas ruas do centro de Buenos Aires, já no final da tarde, depois de andar vários quilômetros, o cansaço tomando conta dos músculos das pernas, a visão de um banco, que se repetia em algumas calçadas, chamou minha atenção. Logo imaginei que alguém os abandonara ali, e que o estado de sujeira do tecido que os recobria afastava possíveis pretendentes a uma pausa para descansar as pernas. Cheguei perto, e a repulsa aumentou. Não vou sentar em um tecido sujo, que tomou chuva e sol por vários dias,pensei.

Banco sozinho

Disfarcei um pouco e testei o tecido, passando a mão com desdém. Qual a minha surpresa ao perceber que aquele banco era de ferro, e estava em boas condições de utilização. Ali passei alguns minutos, sentado e pensando na vida. Preconceito, o meu pecado.

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Buenos Aires. Mafalda & Cia, cultura nas ruas. Um banco na calçada, obra de arte disfarçada.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Maio 25, 2018

RIO DA PRATA, uma surpresa!

Ao chegarmos ao hotel, em Montevidéu, uma questão precisava ser esclarecida: Qual seria a origem do nome da capital do Uruguai?

A explicação. Quando se navega pelo Rio da Prata de leste para oeste, isto é, do Oceano Atlântico para o continente, avista-se o sexto monte na região em que hoje se situa a capital do Uruguai. Daí o registro de Monte VI de Este a Oeste. Isto propicia que, de forma abreviada, a palavra pode ser escrita Monte VI D-E-O (Montevideo).

Outra versão aponta que o nome da capital do Uruguai deriva das palavras Monte Vidio, que significa monte visível, que se avista à distância, nome dado a um monte pelos portugueses em 1723.

Nosso hotel estava a duas quadras da praia. Uma belíssima praia. Porém havia algo de diferente: as ondas eram fracas e a água tinha uma coloração ocre. É que se trata de uma praia de rio, o Rio da Prata.

 O Rio da Prata, com seus 290 km, é, de fato, o maior estuário do mundo. Na verdade, trata-se da desembocadura dos rios Paraná e Uruguai no Oceano Atlântico. Sua água tem uma cor barrenta e se encontra na fronteira de Uruguai e Argentina. Por sua localização, o Rio da Prata banha as cidades de Buenos Aires e Montevidéu.

Foz Rio da Prata

Em Montevidéu, o Rio da Prata forma um conjunto de mais de dez praias, com uma paisagem que lembra as praias urbanas brasileiras. De frente para esse mar de água doce, a Rambla, um calçadão com 22 quilômetros, se destaca como lugar aprazível, onde os montevideanos costumam praticar esportes, caminhar com segurança ou simplesmente desfrutar da beleza que dali se descortina.

Rio da Prata e as Ramblas

Fotos da internet

Praias de Montevidéu. Lembre que são de rio, e a água é gelada.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

Publicado por: Evaldo Oliveira | Maio 9, 2018

A ÚLTIMA CEIA, fragmentos

Leonardo da Vinci pintou A Última Ceia, uma das pinturas mais enigmáticas da História, por encomenda de Ludovico Sforza, Duque de Milão. Trata-se de uma pintura enorme, medindo 4,60 m x 8,80 m, ocupando a parte de cima de uma parede do refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie em Milão, Itália.

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Trata-se de uma pintura enigmática, onde cada elemento da pintura dirige a atenção para o centro da composição, a cabeça de Jesus. Retrata a última ceia de Cristo com seus discípulos na noite anterior à traição de Judas, fato que o levaria à prisão e à crucificação.

Nela podemos notar como cada elemento da pintura dirige a atenção para o ponto médio da composição, a cabeça de Cristo. Ali, a reação de espanto e horror de cada um dos discípulos. Da esquerda para a direita, vislumbramos Bartolomeu, Tiago (filho de Zebedeu) e André formando um grupo de três. A seguir, as figuras de Judas, Pedro e João compondo outro grupo. Ao centro, Cristo é a personificação da paz. A seguir, Tomé, Tiago (filho de Alfeu) e Felipe formam o terceiro grupo; Mateus, Tadeu e Simão compõem o último grupo de três.

Nesta pintura não aparecem os pés de Jesus. Justo no local onde estariam os pés de Cristo foi aberta uma porta, por volta do ano de 1650, encobrindo completamente os pés que Leonardo da Vinci havia pintado. Já falei que a pintura ficava na parte de cima da parede.

Em relação à Última Ceia, há uma estória que alguns estudiosos afirmam não ser verdadeira, por falta de amparo normativo, como diríamos nós, médicos auditores, em um despacho formal.

Reza a lenda que… Ao conceber seu famoso afresco A última Ceia, Leonardo da Vinci precisava pintar o Bem – na imagem de Jesus – e o Mal – na figura de Judas, porém não tinha os modelos. Resolveu sair procurando por Milão  pessoas que representassem os dois.

Certo dia, enquanto assistia a um coral, viu em um dos rapazes a imagem ideal de Cristo. Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços. Antes de o rapaz sair, mostrou-lhe a ideia do afresco, e elogiou-o por representar tão bem a face de Jesus.

Passaram-se três anos. A “Santa Ceia”, que enfeitava uma das igrejas mais conhecidas da cidade, estava quase pronta – mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas.

O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressionar Da Vinci, exigindo que terminasse logo o seu trabalho.

Depois de muitos dias procurando, o pintor encontrou um jovem prematuramente envelhecido, esfarrapado, bêbado, atirado na sarjeta. Com dificuldade, pediu a seus assistentes que o levassem até a igreja, pois já não tinha mais tempo de fazer esboços.

O mendigo foi carregado até lá, sem entender direito o que estava acontecendo: os assistentes o mantinham de pé, enquanto Da Vinci copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas naquela face.

Quando terminou o trabalho, o mendigo – já um pouco curado de sua ressaca – abriu os olhos e notou o afresco na sua frente. E disse, numa mistura de espanto e tristeza:

– Eu já vi este quadro antes!

– Quando? – perguntou um surpreso Da Vinci.

– Há três anos, antes de eu perder tudo que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus. (Texto retirado da internet).

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

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