Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 19, 2012

CHUVA DE BALA NO PAÍS DE MOSSORÓ, uma gratificante experiência

Esta semana estive em Mossoró, e me deparei com o lado suave e respeitoso do trato. Lá, assisti ao belíssimo musical Chuva de Bala no País de Mossoró, tendo como cenário uma cidade bonita, agitada,  pulsante, de ruas limpas e belos equipamentos comunitários.

Com praças bonitas e bem cuidadas, demonstrando evidentes sinais de zelo permanente, a capital do oeste potiguar dá uma lição a muitas cidades brasileiras, onde as praças e os equipamentos comunitários escancaram a grosseria do material utilizado em sua construção – pedras sem qualquer resquício de trato, por exemplo – e exibem à comunidade já saturada a ausência de qualquer resquício de cuidado. Some-se, a esse caos, a rudeza dos sinais do abandono. Boa parte delas, um depositário de lixo e local para uso de drogas. Uma lástima.

Em Mossoró, conheci um jovem empresário, na efervescência de seus trinta e poucos anos, dono de uma empresa líder no comércio de materiais de construção e equipamentos elétricos. Fui à sua casa. Ao chegarmos, um senhor com roupa de trabalho nos atendeu, e a surpresa: um abraço dos familiares, todos sorridentes, e uma apresentação digna. Seu Jorge, esses são nossos amigos de Natal, e quero que o senhor os conheça.

Fomos à empresa, uma das maiores da cidade, no ramo. Lá, o empresário foi nos apresentando aos funcionários que encontrava no caminho – funcionários, não colaboradores -, com um riso sincero e o respeito nos modos e palavras. Era o outro lado do trato com os funcionários, até então por mim desconhecido. Desconfiado, perguntei sobre o percentual de faltas ao serviço ou atraso dos trabalhadores. Muito pequeno. Percebi que o pessoal veste a camisa da empresa, no momento em fase de forte expansão.

Naquele instante, lembrei-me de um caso acontecido comigo aqui em Brasília – cidade que já foi muito bem cuidada – há alguns anos. No meio de uma festa, uma surpresa ao ser apresentado a uma moça. Muito prazer, sou Renata. Ah, onde você trabalha? Também já trabalhei nessa empresa, quando fazia o segundo grau. O tratamento que dispensavam aos colaboradores era tão desumano, a exploração era tão sufocante, que eu resolvi estudar psicologia. Hoje sou psicóloga, e tenho condições de avaliar com serenidade e conhecimento técnico o tratamento que recebia nessa empresa. Aqui, o trato seco, grosseiro, no limite do desrespeito.

Este ano, os festejos juninos, em Mossoró, iniciaram no meio da semana, no pingo do meio dia em ponto, no centro, quase um parque. Elétrico é o pau de arara – Pau de Arara Elétrico – que comanda a festança, arrebanhando e transportando os forrozeiros.

É festança animada, com balões coloridos, muitas bandeirolas pelas ruas, forró e quadrilha por todos os lados.

Até o final de junho.

 


Responses

  1. Como eu gostaria de ter assistido esta apresentacao teatral Chuva de Balas.
    Deve ter sido muito interessante.
    Obrigada por escrever .
    Um abraco.
    Dodora

    • Dodora, o espetáculo tem nível de indiscutível valor, é muito bonito. Eu cheguei à conclusão de que o mossoroense não fala Mossoró. Ele fala MOSSORÓ. E isso já é um bom começo.


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