Publicado por: Evaldo Oliveira | Abril 2, 2015

TRÊS ESTÓRIAS BIZARRAS DE UM PLANTÃO MÉDICO

Caso 1 – Uma tragédia

Década de 1990, sexta-feira. O plantão no Centro de Pronto Atendimento seguia com certa calma. Algumas reclamações de praxe em relação ao tamanho da fila na Clínica Médica já faziam parte da rotina. É que naquele dia um médico muito bonito atendia nos períodos da manhã e da tarde, e algumas moçoilas adoeciam para ficar frente a frente com o Brad Pitt da vez.

Já era final de tarde, e quase não havia pacientes aguardando atendimento. O segurança bateu na porta do meu consultório e comunicou que, no consultório do canto, o mais distante, onde o cirurgião de plantão discutia a separação conjugal com a esposa, de repente a discussão cessou, e há alguns minutos estava tudo em silêncio.

Saímos juntos e nos dirigimos ao consultório. Batemos na porta. Sem resposta. Novas batidas. O silêncio continuava. Ao abrir a porta, nos deparamos com um quadro dantesco, uma visão aterradora. O médico no chão, sangue ao redor de sua cabeça, uma arma de fogo ao lado do corpo e, um pouco mais distante, uma mulher muito bonita estava caída de bruços, com abundante sangramento pela boca. Chamar a polícia.

Caso 2 – Óbito com fácies de calmaria

No mesmo Centro de Pronto Atendimento, coincidentemente quase no final do plantão, fui comunicado pelo segurança de que, ao revisar os sanitários destinados ao público, percebeu que um deles estava trancado por dentro. Ao agachar-se para conferir, o segurança observou que havia duas pernas à mostra. Alguém estava sentado no vaso sanitário há muito tempo.

A polícia foi chamada, e descobrimos um senhor de corpo magro, bem vestido, sentado no vaso sanitário, corpo recostado. Em seu olhar, uma expressão de paz.

Caso 3 – 5,2 polegadas, e um grito de felicidade

No meio da manhã, percebi um paciente jovem recostado na grande porta de entrada do centro de saúde, pensativo, com uns papéis na mão. Como chefe daquela unidade de saúde, fiquei observando o paciente da porta da minha sala, e resolvi abordá-lo, preocupado com sua indecisão.

– Doutor – falou o jovem sem constrangimento -, cheguei aqui com uma dúvida, saio com um pedido de exames para realizar, e retorno com a mesma dúvida.

– Vamos para minha sala – convidei.

Sentado em minha frente, a questão foi colocada de forma clara. Ele apenas queria saber qual o tamanho normal de um pênis. Dava para perceber o seu grau de aflição no aguardo da resposta.

Expliquei que o fundo da vagina, onde fica a entrada do colo do útero, local por onde o espermatozoide penetra e se dirige à fecundação, tem apenas sete centímetros. Portanto, se um pênis ereto tem uma dimensão capaz de chegar junto do colo do útero, a possibilidade de a relação sexual ser benfazeja e fecundante é muito grande.

Nesse momento, o jovem cerrou o punho direito, bateu na mesa e bradou:

– Que bom, doutor! Eu tenho treze centímetros. Tem seis sobrando! – gritava sem medo de ser ouvido do lado de fora.

Naquela época não existia o Google.


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