Publicado por: Evaldo Oliveira | Agosto 25, 2017

UMA INUSITADA ROMARIA

Combinamos realizar, anualmente, uma romaria. O objetivo primordial é visitar lugares que sempre desejamos conhecer, ao tempo em que nos despediríamos das cidades que já conhecemos, com a impressão quase certeza de que ali não mais retornaremos.

Foi assim que, em 2016, visitamos Juazeiro do Norte, a terra do Padim Ciço, com todos os agradáveis ingredientes da ida e da volta. Uma viagem tranquila, em que o objetivo final foi alcançado, sem que no entanto houvesse preocupação com os caminhos a serem percorridos.

Em agosto deste ano iniciamos nossa segunda romaria. Como destino final, a bela capital do Maranhão, São Luís. Roteiro definido, marcação nos mapas, cidades em que dormiríamos e todos os ingredientes de um check list.

Sairíamos no dia nove de agosto bem cedinho. Veículo revisado, malas prontas, roteiro na mão. Na noite anterior, nosso amigo Assis Câmara, companheiro de viagem, nos ligou e propôs uma alteração radical no nosso projeto. Entraríamos no carro sem um caminho pré-estabelecido. Sairíamos de Natal tomando o rumo de Fortaleza, porém na primeira encruzilhada da estrada definiríamos por onde seguir.

E assim foi feito. Tomamos o rumo de Mossoró, passando por pequenas cidades. Logo chegamos a Santa Maria, passamos por Riachuelo e em seguida chegamos a Cachoeira do Sapo. Daí, passamos ao largo de uma cidade com o belo nome de Caiçara do Rio dos Ventos; tomamos café em Lajes.

Logo, a cidade de Açu surgia nas placas da estrada. Tenho uma querela com esse nome desde minha infância. Viajando de mudança para Natal, antes da ponte da cidade lia-se lia-se Açu; depois da ponte, Assu. Resolvemos conhecer essa cidade emblemática de minha meninice. Desencanto. Saímos rápido.

Na entrada de Mossoró, uma bifurcação. Uma votação rápida no carro e Aracati tornou-se nosso próximo destino. À noite nos acomodamos em Itapajé (pedra do pajé). Uma pizza regada a vinho tinto português encerraria esse dia. Almoçamos em Sobral no dia seguinte, e seguimos no rumo de Teresina. Na capital do Piauí, que não estava quente naquele dia, apenas satisfação e boas lembranças. Uma bela e acolhedora cidade.

Coisas de ItapajéPonte em Teresina

Já retornando, próximo à cidade de Piripiri, uma pequena placa ressuscitava uma palavra já totalmente esquecida: Catabi – quando criança, pronunciava catabilho (ondulação do terreno que provoca solavancos nos veículos). Não sei se era o nome de um lugarejo.

Entramos novamente no Ceará, e no final da tarde chegamos a uma das cidades mais emblemáticas do Brasil – Canindé, onde a fé em São Francisco nos causou momentos de pura emoção.

Foto internet

Quixadá nos aguardava, e gostamos de nossa anfitriã. Seguiríamos para Limoeiro do Norte, mas logo mudamos de ideia e de destino, e chegamos a Russas na hora do almoço. Uma bela cidade, com ruas largas e limpas.

Novamente em Mossoró, em uma tarde quente – tarde quente em Mossoró seria uma redundância? Como sempre, a capital do oeste potiguar se destacando pelos sinais de um progresso a passos largos.

Chegamos a Areia Branca, cidade quase limite com o Ceará, situada na esquina do mundo. Dali a dois dias ocorreria a festa maior da cristandade – Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, com direito a uma belíssima procissão pelo rio Ivipanim.Hora de ir para casa. Sem conhecer São Luís.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 

 

 


Responses

  1. Evaldo, que a romaria prossiga no próximo ano, e nos seguintes, culminando com a festa de N.S. dos Navegantes, na inesquecível terrinha, se assim for da vontade dos componentes.
    A companhia agradabilíssima dessa equipe que, quem sabe cresça em número de pessoas, será sempre motivo de prazer para nós, conterrâneos, que aqui esperamos por esse especial encontro.
    Abraços a todos.

    PS. Alguém sabe por onde anda Jerônimo, que passou por nós como um um vento e…sumiu?

  2. Evaldo, que a romaria prossiga no próximo ano, e nos seguintes, culminando com a festa de N.S. dos Navegantes, na inesquecível terrinha, se assim for da vontade dos componentes.
    A companhia agradabilíssima dessa equipe que, quem sabe cresça em número de pessoas, será sempre motivo de prazer para nós, conterrâneos, que aqui esperamos por esse especial encontro.
    Abraços a todos.

    PS. E a respeito de Jerônimo, alguém sabe seu roteiro? Passou por nós como um raio e sumiu…. Por onde andará o conterrâneo?!

  3. Como se sabe eu quase não viajo e sei que os riscos são grandes. A estrada de Natal para Mossoró, durante o dia a viagem pareceu tranquila e de Mossoró a Areia Branca também. Na volta de Areia Branca para Natal, a partir do município de Lajes estava escuro e achei a estrada muito perigosa, não repetiria o risco, esse percurso, viajar só com a luz do dia.
    O meu irmão George está planejando ir de carro até Areia Branca, mas se eu for junto a viagem vai ser mais demorada, por que alguns trechos da viagem será somente a luz do dia. Ele já percorreu uma parte do mundo de bicicleta, agora está mais sossegado, espero,,, https://youtu.be/8uUc9m_50ho.


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