Publicado por: Evaldo Oliveira | Outubro 20, 2017

FATOS INUSITADOS NESTE MUNDO

Convidei-me para recolher de minhas vivências algumas circunstâncias do rol do inusitado que passaram para o grupo das coisas normais, comuns. Mas não são.

Iniciemos pelo Brasil. Se você visitar a cidade de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, vai encontrar na beira do cais uma estrutura abandonada, que serve para acomodar sujeira e elementos de vida noturna duvidosa. Porém, se pesquisar, vai saber que naquele lugar existia a Pracinha do Pôr do Sol, de onde se contemplava o rio, o manguezal e as embarcações. Aqui, a destruição sem justa causa.

O que restou da pracinha

Ainda no Brasil, imagine-se viajando por uma estrada no interior do Ceará e de repente dar de cara com dois pequenos viadutos e logo mais à frente mais dois, e saber que constituiriam, há vinte anos, o anel viário da cidade de Tinguá.

Caminhando pelas ruas de Bratislava, capital da República da Eslováquia, você vai encontrar, em uma calçada do centro, um homem saindo de um esgoto, com jeito de bonachão, e saber depois que essa simpática figura reproduz pessoas e senas comuns da cidade. Homenagem a pessoas do povo.

Saindo de Lisboa com destino à cidade do Porto, norte de Portugal, entramos em uma cidade com um belo portal – não lembro o nome -, onde nos deparamos com uma figura bizarra ornamentando uma praça. Tratava-se de um homem-morcego estranho, no alto de um pedestal, sem qualquer relação com coisa alguma. Uma triste figura isenta de graça e de vida.

Ainda em Portugal, a poucos quilômetros de Aveiro, descobrimos algo estranho e de grande utilidade. São passarelas de madeira, na praia de Costa Nova, que nos conduzem sobre areias branquinhas nas proximidades da praia, por onde se pode caminhar à procura de um lugar agradável que se venha a escolher. Aqui, o inusitado da boa utilização do equipamento comunitário e do dinheiro público.

Saindo da Suíça para a França, aos pés do Mont Blanc, todo o charme de uma bela cidadezinha francesa. Chamonix ainda nos faz rir de satisfação ao percebermos que as figuras no alto da lateral de um prédio são de fato uma pintura. Aqui, a surpresa do belo.

Areia Branca, Tinguá, Bratislava, Braga, Aveiro. Em todas, o inusitado. Em Areia Branca e Tinguá, confirmando a não-regra. Puro desrespeito.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

 

 


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