Publicado por: Evaldo Oliveira | Outubro 27, 2017

UMA CASA E UMA PINTURA

Uma casinha de pedra, simples como sua mais famosa moradora. Dois milhões de pessoas a visitam todos os anos, apesar das dificuldades do acesso. O interessado tem que subir o Monte Rouxinol (Bulbul Dagi) para finalmente ter a quase graça de contemplar a Casa de Nossa Senhora.

Foi para essa casinha simples que São João, alguns anos depois da crucificação, conduziu a mãe de Jesus para finalmente encontrar seus momentos de paz e solidão.

A segunda foto trata de uma simples pintura de coloração escura, sem um visual atraente, que condiga com a importância e o significado que as pessoas dedicam a esse quadro.

Esta pintura refere-se à Virgem Negra de Chestocova, e tem relação direta com o assunto iniciado no primeiro parágrafo deste texto. Após a crucificação de Cristo, a Virgem Maria foi levada para a casa de São João, seguindo posteriormente para a cidade de Éfeso, na Turquia. Junto com alguns de pertences, Maria carregava uma mesinha. Um grupo de mulheres de Jerusalém pediu que São Lucas pintasse a imagem da mãe de Jesus sobre o tampo daquela mesinha. Essa pintura, até por sua simplicidade, permaneceu nos arredores de Jerusalém, sendo levada, no ano de 1382, para a Polônia, via Constantinopla (Turquia). Hoje, é adorada na cidade de Chestocova como rainha e protetora da Polônia. A pintura adquiriu essa tonalidade escurecida devido a um antigo e inadequado trabalho de restauro, pela diferença de pigmentos utilizados nas duas épocas.

Uma casinha. Uma pintura. Dois momentos. Um só significado. A fé.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


Responses

  1. Tive a felicidade e a bencao de visitar a casa em que viveu Nossa Senhora na Turquia. E magico o que se sente quando se penetra na casinha singela. Depois desta visita , nada mais vai me interessar em qualquer viage que venha a fazer. Obrigada pelo lindo artigo Dr Evaldo.

  2. Por mais um conhecimento auferido através do melhor blog de crônicas semanais, e de autoria de um dos melhores escritores, só me resta agradecer a ti, Evaldo, conterrâneo e eterno amigo. pelo deleite que nos dispensas de forma tão admirável.
    Grande abraço.


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