Publicado por: Evaldo Oliveira | Fevereiro 23, 2018

ISTAMBUL, onde o oriente e o ocidente se encaram no Bósforo

Quando se fala em Istambul, logo surge a ideia de que esta cidade é a capital da Turquia, porém é Ancara que oficialmente ocupa este posto. Ao andarmos por Istambul temos a impressão de que estamos viajando no tempo. A cidade já foi conhecida como Bizâncio e Constantinopla, a depender do invasor da vez. Com treze milhões de habitantes, Istambul rivaliza com Londres como acidade mais populosa da Europa.

Istambul chamava-se Bizâncio até 330 d.C. A seguir, passou a se chamar Constantinopla, nome que vigorou até 1453, quando suas muralhas foram enfim vencidas e a cidade foi invadida pelo sultão Mehmet II, sendo rebatizada de Istambul. Dessa forma, Istambul foi a capital de três grandes impérios: Romano, Bizantino e Otomano.

Com um posicionamento geográfico privilegiado, a cidade de Istambul ocupa ambas as margens do movimentado estreito de Bósforo que, juntamente com o mar de Mármara, separa a Ásia da Europa no sentido norte-sul, conferindo a esta cidade a característica única no mundo de ocupar dois continentes. Com trinta quilômetros de extensão, o Estreito de Bósforo divide em duas partes a cidade de Istambul, delimitando os territórios europeus de um lado e a Ásia do outro, ao tempo em que liga o mar Negro ao Mar de Mármara. Ali se encontra a ponte Fatih Sultão Mehmet, com 1.090 metros de extensão, a segunda maior ponte pênsil do mundo. A primeira está no Japão.

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A moderna e democrática Turquia deve estas condições a Ataturk – Pai dos Turcos – que, em 1922, acabou com os privilégios dos sultões, aboliu a escrita árabe-otomana, por sua complicação, e introduziu o alfabeto ocidental.

O estreito de Bósforo, com 7.600 anos de formação, é muito recente do ponto de vista geológico, e tem sua história envolvida nos escritos bíblicos. É que o Mar Negro, antigamente, era um grande lago de água doce, e foi invadido pelas águas do Mediterrâneo, dando origem ao estreito. Essa invasão, na visão de historiadores, teria inspirado a história bíblica do dilúvio e da Arca de Noé.

Segundo o Gênesis, escrito por Moisés em torno do ano 1400 a.C., de repente começou a cair água. Caiu do céu um aguaceiro que durou 40 dias e 40 noites. Noé cumprira o determinado, e os homens e os animais foram acomodados na arca. Os que não conseguiram ficaram assustados e subiram nos morros, mas logo as montanhas mais altas foram cobertas. Deus se arrependeu, e prometeu que jamais haveria outro dilúvio sobre a terra.

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Estreito de Bósforo, relato bíblico no ponto que separa dois continentes.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


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