Publicado por: Evaldo Oliveira | Julho 6, 2018

NO GRANDE BAZAR DE ISTAMBUL, PERDIDO

Você atravessa a ponte Gálata, em Istambul, e dá de cara com um gigantesco mercado. Fica deslumbrado e entra. Lá, você descobre que aquele é o Mercado ou Bazar das Especiarias, ou Bazar Egípcio, um dos maiores e mais antigos bazares da cidade.

Merc Egípcio II

Pesquisando, você se dá conta de que naquele mercado existem 88 salas e que a ala mais longa tem 150 metros de comprimento e 36 lojas. A ala mais curta tem 120 metros e 46 lojas. No centro existem 6 lojas.

E você imagina: Pronto, já vi o bazar de Istambul. Em seguida, levado por um guia, você se descobre em frente ao Grande Bazar, e fica extasiado.Afasta-se para que possa contemplar o Grande Bazar de Istambul por inteiro, e se dá conta de que se encontra diante do maior e um dos mais antigos mercados cobertos do mundo.

Situado no bairro de Eminönü, em Istambul, o Grande Bazar se oferece por inteiro através de suas quatro entradas, sendo uma em cada um dos extremos das ruas principais. O Portão Nuruosmaniye liga o setor de tecidos ao de especiarias, e o Portão Beyazit dá acesso ao bazar de Livros, junto à área de couros e prataria.

Minha impressão diante do Grande Bazar de Istambul foi de puro encantamento. Parei em frente ao primeiro grande portão e logo me lembrei da orientação do guia: Anote o número do portão por onde estiver entrando, porque você pode sair em ruas ou locais desconhecidos, e se confundir na volta para o hotel.

O mercado foi aberto em 1461, ficando mundialmente conhecido por sua joalheria, cerâmica, seus tapetes e suas especiarias. O Grande Bazar tem mais de 60 ruas e conta com cerca de 3.000 lojas, onde a cada dia acorrem cerca de 300.000 pessoas. Especula-se que chegue a 20.000 o número de trabalhadores naquele local.

No interior, um enorme labirinto repleto de pessoas, onde se vendem luminárias, narguilés, joias, tapetes, almofadas, louças, cerâmicas. Os preços são mais altos que os praticados nas lojinhas da cidade, e a arte de uma boa pechincha pode reduzir o valor de uma peça a menos da metade.

A caminhada pelo Grande Bazar nos conduz aos tempos de Aladim, o jovem que sai á procura de uma lâmpada sem se dar conta de que dentro havia um gênio. Lembra também daqueles filmes de suspense em que as pessoas se perdem em meio a uma multidão apressada e tagarela, e onde um eflúvio de odores de todos os tons nos conduz a um imaginário de quinhentos anos atrás.

Gran Bazar

E fui caminhando, a todo momento me deparando com elementos coloridos, luzes, idiomas variados, temperos, cheiros e sabores. A todo momento, grupos de turistas de todas as  latitudes passam pelos corredores em busca de algo que ainda estão por descobrir. Mas sabem que encontrarão.

De repente, fui invadido pela impressão de estar perdido. Ali, a terrível sensação e o exato entendimento do sentimento de abandono. Olhei para os lados e não vi o pessoal que estava comigo, mas mantive a calma. Eu saberia sair dali, pois anotara o número do portão por onde havia entrado, e me controlei.

Depois de algumas idas e vindas, finalmente avistei rostos conhecidos, e meu ânimo voltou ao limite da normalidade. Ufa!

Não havia ainda o smartphone. Hoje só se perde quem quer.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 


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