Publicado por: Evaldo Oliveira | Janeiro 4, 2019

O AZULEJO, DO EGITO A SÃO LUÍS DO MARANHÃO

O azulejo existia na antiguidade, no Antigo Egito e na Mesopotâmia, alastrando-se com a expansão islâmica para a Península Ibérica no século XIV pelos mouros, que levaram consigo o termo atual. Em sua permanência na Península Ibérica, a produção de azulejos se desenvolve na Espanha, em especial em Sevilha, Málaga, Valência e Talavera de la Reina. Os mosaicos serviam para ornamentar paredes dos palácios nas terras conquistadas, traduzindo um complexo jogo geométrico em brilho e ostentação.

Os artesãos simplificaram a técnica mourisca, que exigia muito tempo, e trataram de adaptar os padrões ao gosto ocidental. Nos finais do século XV, surgiram em Sevilha os primeiros exemplares usados em Portugal, e serviram para revestir as paredes de palácios e igrejas. Em Lisboa, os azulejos somente surgiriam setenta anos depois, em 1560, em oficinas de olaria que utilizavam técnica importada da Itália (faiança). Hoje, em Portugal, os azulejos estão nas casas, nas ruas, praças e monumentos, nas igrejas, palácios.

Na cidade do Porto, a Capela das Almas ou Capela de Santa Catarina ainda nos encanta com seus azulejos. Essa construção atual remonta aos finais do século XVIII.

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Na época do Brasil colônia, os portugueses trouxeram os azulejos em navios, para ornamentação de igrejas e casas, replicando o que fizeram os mouros ao invadir a Espanha.

Porém o primeiro registro da azulejaria brasileira data de 1620/1640, quando vieram de Portugal peças de cerâmica vidrada para ornamentar o Convento de Santo Amaro de Água Fria, do Engenho Fragoso, em Olinda. No ano de 1737 chegam ao Brasil, vindos de Portugal, os magníficos painéis da capela mor do Convento de São Francisco, na Bahia.

Somente no século XVIII os azulejos portugueses começaram a chegar à capital do Maranhão, para enriquecimento da estética de prédios comerciais e de casas mais abastadas da cidade.

Ainda hoje, no Centro Histórico de São Luís, é possível observar azulejos em bom estado de conservação, revestindo paredes de casas e lojas, assim como painéis de azulejos que existem em vários locais da cidade, a exemplo do que acontece em Portugal.

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EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 


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