Publicado por: Evaldo Oliveira | Março 1, 2019

ÁREAS DE RISCO, aqui e alhures

Área de risco é uma região onde não é recomendada a construção de casas ou instalações, por serem muito expostas a desastres naturais, como desabamentos e inundações. No Brasil, desde 1979 a Lei 6.766 – há 40 anos, portanto -, proíbe o loteamento de áreas de risco para fins urbanos.

Em terras brasileiras, 27 mil áreas de risco estão habitadas, sendo que 3.071 se localizam em São Paulo e Minas Gerais. Os riscos maiores são para enchentes e deslizamentos de terra, segundo o IBGE.

De passagem por Barcelona, na Espanha, nós, juntamente com outras pessoas, alugamos um ônibus para visitar o Mosteiro de Montserrat, que se localiza no Monte Serreado, um maciço que se eleva bruscamente a 50 quilômetros da capital da Catalunha.

O cume do Monte Serreado é conhecido como São Jerônimo, e tem 1.150 metros de altura. As formas rebuscadas da montanha são o resultado de um processo geológico de milhões de anos, formando enormes paredes e blocos arredondados de conglomerado de argila rosa. É comum a presença de cavernas, abismos e barrancos no interior dessas estruturas.

O Mosteiro de Montserrat é um monastério beneditino, e abriga em seu interior a Biblioteca de Montserrat, que ocupa espaço central no recinto monástico, sendo o maior equipamento do gênero em um monastério beneditino. Talvez por isso,  o conjunto tenha servido de fundo de parte do roteiro inicial do novo livro de Dan Brown –Origem.

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Voltemos à nossa visita. Ao avistarmos aquele monumento gigantesco, feito de pedra, ficamos cada um a pensar em como chegar em seu topo, onde se encontram o mosteiro e a biblioteca.

O motorista era um jovem com idade em torno de 26 anos. Ao pé da montanha, estacionou, conversou com um motorista que aparentava mais experiência para, em seguida, iniciar a subida, com o cuidado que o caso requeria. Na metade da subida, em um ponto muito íngreme, um tranco e o motor parou. O motor foi religado e a muito custo continuamos a  subida. Mais à frente, novamente o ônibus pararia, levando pavor a todos os passageiros. E mais uma vez o motor foi religado, para finalmente chegarmos ao ponto mais alto, onde se encontra o mosteiro.

Feitas as visitas de praxe, bem depois do almoço começamos a viagem de volta. Novo sufoco, o carro sempre seguro pelos freios. Finalmente, chegamos vivos ao pé daquele maciço de pedra. No hotel, dois motoristas conversavam em um canto e deu para ouvir que eles comentavam algo como… o quê? Mandaram José para o Mosteiro de Montserrat? A gente sabe que somente motoristas experimentados devem fazer aquele trajeto, que exige conhecimento e técnica do condutor, em especial na descida. Aquela fora a primeira viagem de José dirigindo um ônibus ao mosteiro.

Áreas de risco. No nosso caso, subida e descida. No meio, uma gigantesca pedra mantida lá em cima, sobre o pátio, graças à força das orações, aí incluídas as minhas.

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EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 


Responses

  1. Nosotros, latinizados, somos incorrigíveis.
    A leitura me transmitiu medo: nunca vou tentar essa aventura… Obrigado pela prevenção.

  2. Meu caro professor Assis, você já fez coisas muito mais arriscadas por esse mundo afora. Isso é fichinha. Abraço.


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