Publicado por: Evaldo Oliveira | Outubro 4, 2019

A SOLIDÃO EM ALTA

Na Inglaterra, primeira ministra Theresa May criou um ministério para lidar com a triste realidade moderna,a solidão. Uma comissão britânica realizou um estudo que comprovou que quase nove milhões de pessoas no país se sentem sozinhas.

O isolamento social, dizem médicos e psicólogos, é uma epidemia crescente, que tem repercussões físicas, mentais e emocionais. Assim, três doenças importantes podem estar associadas à solidão: doença cardíaca, diabetes e câncer. O objetivo é criar uma estratégia para impedir que as pessoas se sintam solitárias.

O que um governo poderia fazer para combater a solidão? Mais da metade dos ingleses (53%) com alguma deficiência experimenta a solidão. Esses números pioram entre os jovens. Um estudo mostrou que mais de 90% das mães se sentem solitárias após o parto.

No contraponto, o escritor português e doutor em Ciências Políticas, João Pereira Coutinho, embasa-se na tese de Michael Harris para indagar: E se o problema da vida moderna não for o excesso de solidão, mas a sua escassez?

Sem uma boa dose de solidão, somos incapazes de entender o que somos e não somos – no fundo, o ponto de partida para haver um ponto de chegada que seja significativo e real. Sem uma boa dose de solidão, nem sequer ganhamos o que de mais importante podemos oferecer aos outros: uma disponibilidade genuína e limpa de ruído.

 O escritor português enfatiza: De igual forma, mais importante do que abolir a solidão é aprender a viver com ela; a habitá-la com os instrumentos de uma cultura – a fruição da beleza, da memória, do pensamento; a tratá-la pela segunda pessoa do singular. Quem sabe?

Ao final, uma perspectiva de João Pereira Coutinho: Pode ser que, um dia, o medo da solidão se transforme em gratidão sincera por termos encontrado a nossa companhia.

 Solidão. Útil, benfazeja, ou um dos dissabores da vida moderna?

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 


Responses

  1. Evaldo
    Esta beleza de crônica nos traz um assunto muito sugestivo e oportuno. Mexeu comigo!
    Nascemos para vivermos em coletividade. Isto é fato. No entanto, necessitamos de momentos de solidão (pelo menos, eu sim…) o que não significa que somos egoístas, individualistas e/ou antisociais.
    Sempre me considerei mais recatada de que as meninas com quem convivi, e sempre nos demos muito bem.
    É uma questão de respeito à individualidade…
    A entrada silente das estrelas, pela minha janela, torna minha madrugada um momento propício para organização das ideias e armazenamento de forças indispensáveis à continuidade da missão a cumprir, no presente momento da vida.
    Portanto, quando possível, convido:
    ___ Venham, Estrelas e Lua, com o Silêncio da noite, para que possa eu sonhar acordada, chorar e rir sem outras testemunhas, sentir-me viva e FELIZ.
    Um abraço.

  2. Ali pelos anos setenta um maluco drogado disse, em uma canção: “I may be lonely. But I’m never alone”. Alice Cooper, em “! never cry”. Drogas e maluquice à parte…
    PS – À propósito, o dito cujo converteu-se recentemente ao Evangelho.
    https://guiame.com.br/gospel/noticias/louvado-seja-deus-pelo-que-sou-agora-diz-alice-cooper-apos-conversao.html


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