Publicado por: Evaldo Oliveira | Fevereiro 12, 2021

COCA-COLA, O ACASO GERANDO REQUEZAS

No dia 8 de maio de 1886, o farmacêutico americano John Pemberton preparou um xarope de extrato de folhas de coca, cafeína e água. Pemberton era distribuidor da French Wine Coca, uma mistura de vinho Bordeaux com extrato de coca. Naquele ano de 1886, ele teve a ideia de produzir uma bebida não alcoólica para venda nos EUA.

Para melhorar o sabor da mistura de folha descocainizada de coca e extrato de nozes de cola, Pemberton acrescentou óleos aromatizantes de limão, laranja, noz-moscada, lima, cássia (canela chinesa), coentro e baunilha. Em seguida, adicionou ácido fosfórico para estabilizar quimicamente o produto. 

No início, o xarope caramelizado era vendido em farmácias para tratamento da dor de cabeça e distúrbios do sistema nervoso. Em 1887, Pemberton vendeu a fórmula para Asa Candler que, em 1892, registrou no estado da Geórgia a Coca-Cola Company. Três anos depois, a Coca-Cola há havia conquistado os Estados Unidos, logo chegando ao Canadá, Inglaterra, Cuba e Porto Rico.

Michael N. Smith e Eric Kasum, em seu livro As 100 Piores Ideias da História, dão outra versão para o negócio. Contam que um fã de refrigerantes na Jacob’s Pharmacy acrescentou por acaso água carbonada a um copo do espesso xarope de Pemberton. O sabor desse engano era tão bom que os fregueses começam a pedi-lo. Pemberton, desprezando as possibilidades não medicinais do seu produto, vende os direitos da receita a outro farmacêutico local, Asa Griggs Candler, que explora seu potencial como bebida festiva.

No Brasil, a Coca-Cola chegaria em 1939, através de Getúlio Vargas, quando baixou um decreto modificando o uso de aditivos químicos em refrigerantes no país. A permissão para o uso do ácido fosfórico gerou discussão, pois pode se combinar com o cálcio no organismo das pessoas e, assim, provocar a descalcificação dos ossos e dentes.

Vasilhames

Coca-Cola. Hoje, esta marca vale mais de 180 bilhões de dólares. O que era para ser remédio, virou a bebida mais popular do mundo. 

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


Responses

  1. Relembre os tempos em que Crush, Gini e Pop Laranja, entre outras marcas, reinavam por aqui
    Companheiro das festinhas de aniversário, ou daquela reunião de amigos pra fazer a lição de casa, os refrigerantes dos anos 70, 80 e 90, hoje chamados apenas de “refris”, eram como doces para as crianças.
    Não dava pra beber todo dia, mas, quando rolava, era um acontecimento pra deixar saudades! Nos últimos quarenta anos apareceram e sumiram de cena diversos produtos, sejam eles apenas sabores experimentais de grandes marcas ou mercadorias de companhias pequenas que se aventuraram entre as grandes.
    Grapette ( quem bebe repete) quem não se lembra!
    Primeiro refrigerante de uva do Brasil. Chegou por aqui em 1948, apenas dezoito anos depois de seu lançamento nos Estados Unidos. Seu auge foi entre as décadas de 70 e 80. Nesse período, a marca até fez parte da letra da música Bete Frígida, da banda Blitz, no início dos anos 80. De 1990 pra cá, a marca sumiu dos grandes mercados. Hoje, é fabricada apenas por empresas pequenas no interior do país…
    Que Deus nos abençoe


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