Publicado por: Evaldo Oliveira | Março 20, 2021

TRÊS ESTÓRIAS PARA LERMOS NA QUARENTENA

Deslize, gafe, descuido ou mancada pode acontecer com qualquer pessoa. E de nada adianta tentar corrigir. Cada tentativa pode gerar nova gafe. 

O casamento seria no dia seguinte, no Rio de Janeiro. Várias vans foram alugadas para transporte do pessoal que viria de fora, e as pessoas se revezavam na ida à rodoviária  e ao aeroporto. A acomodação na casa dos parentes era tarefa de outro grupo, que se esmerava para bem desempenhar sua missão. Dona Orminda, que viera dias antes de Lisboa, ansiosa, naquele calor carioca infernal, coordenava a recepção e a hospedagem do grupo que estaria para chegar de Portugal.

Andrade, tio da noiva, percebendo a aflição de dona Orminda, providenciou um copo com água gelada. A parente lusitana, um pouco aliviada, falou com seu sotaque forte:

– Eu vou ter muito trabalho, porque vai me chegar uma besta completa. – Andrade, sem se dar conta, e tentando agradar, interveio:

– Pode deixar que a gente dá um jeito nela, dona Orminda.

– Mas eu estou a falar de um autocarro, disse a senhora.

– Pensei que estavas a falar de uma sobrinha!

Constança fora convidada para o lançamento de um livro em Brasília, que aconteceria em um restaurante na 104 Sul. Ao chegar, ficou atordoada com o barulho do grupo de pagode que animava a festa.

Muita gente chegando ao mesmo tempo, congestionando o portão de entrada, que dava para um grande pátio. Logo, viu algumas amigas, e isso deixou-a mais calma. Do jeito que entrara no pátio, percebeu uma pessoa com a mão estendida em sua direção.

E as amigas gritavam:

– Constança, vamos! Constança! Oh, não!

Foi quando Constança se deu conta de que estava com a mão estendida à espera de um aperto. À sua frente estava uma estátua de um homem, em tamanho natural, que ela imaginava ser o escritor recebendo os convidados. 

Um grupo de amigos viajava pela Alemanha, e tomaram um trem que seguia para a Itália. Ana Maria, olhar no horizonte, admirando a bela paisagem, smartphone ligado, fones nos ouvidos.

De repente surge o cobrador, com ar de bonachão e com aquele habitual bom humor dos alemães. Para em frente a Ana Maria e, quase gritando, fala:

– Itali?… Itali?… Itali?

Ana Maria retira os fones dos ouvidos e, desligada como sempre, olha para cima e responde:

– Não, é Rod Stewart. – Recolocou os fones nos ouvidos, voltou a abaixar a cabeça e continuou balbuciando alguns trechos da música.

Os amigos conversaram com o cobrador, mostraram o tíquete da passagem e ele se retirou com seu passo pesado. Ana Maria, nesse instante, levanta a cabeça e pergunta para o grupo à sua volta:

– Como esse cobrador sabe que eu conheço Rita Lee?

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


Responses

  1. Muito boa! Me fez lembrar um acontecimento em nossa viagem a Natal nesta quarta feira 17/03/2021. Minhas filhas Nathalie e Jéssica, Pagaram um pacote de viagem onde me incluíram junto com minha esposa. Fecharam o pacote com todos no mesmo hotel. Ao chegarmos no aeroporto, fomos a locadora para pegar os carros. Ai vieram as confusões: O carro da Nathalie, a agencia de viagem fez em nome da minha esposa, que não tem carteira de habilitação e muito menos sabe dirigir. Foi uma demora para consertarem o erro. Ai fomos ver o carro da Jéssica. Estava locado como se ela fosse retirar o veículo no Beto Carreiro. Mais demora para a mudança. Nisso, todos morrendo de fome. Pois o nosso embarque foi as 8:30 da manhã. Nos voos só servem água caso voce solicite. Chegamos no Aeroporto de Natal as 11:30hs. Horário suficiente para chegarmos aos hotel, tomarmos um banho e sairmos a procura de um restaurante para almoçar. Mas, com os erros da Agencia de Viagem, saimos do Aeroporto as 14:30hs todos morrendo de fome. Conseguimos almoças as 15:30hs. Finalmente fomos para o hotel tomarmos um bom banho. Ai veio o segundo impasse: A agência colocou minha filha Jéssica em outro Hotel do mesmo Grupo todos em Ponta Negra, Só que a 400 metros de onde eu, minha esposa e a Nathalie ficamos. Minha filha Jéssica saiu bufando de raiva, xingando o gerente do hotel. Depois ela se tranquilizou, pois o que ela ficou era melhor que o nosso. Havia academia, piscinas com brinquedos para a garotada, hidromassagem e mais perto da praia. Finalmente tudo resolvido. Mesmo com as restrições impostas devido a pandemia, deu para curtimos nossas mini férias. Só não deu para ir a Areia Branca. Eu estava de favor e dependendo das filhas e genros. Agora é esperar a Vontade e Ajuda de Deus para que eu possa ir ao nosso encontro em agosto, Que Deus nos abençoe e proteja.


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