Publicado por: Evaldo Oliveira | Maio 1, 2021

ÓLEO DE CANOLA; O QUE É, DE FATO?

Quando se viaja de ônibus ou de trem por alguns países da Europa, percebe-se que ao largo das estradas uma plantinha amarela toma conta de quase todo o visual, e logo vai ouvir de alguém que aquilo é plantação de canola, uma plantinha de onde se extrai um óleo comestível.

Depois, com calma, pesquisando na internet, você descobre que não existe uma planta chamada canola, e que aquela plantinha amarela se chama colza, que existe na Índia há 4000 anos. E por que essa confusão entre colza e canola? As informações a seguir foram retiradas da internet.

O óleo de colza, em estado natural, contém ácido erúcico e glucosinolatos, que têm um certo nível de toxidade para os seres humanos, e por isso era utilizado para fins industriais. 

Estudos comprovaram que o ácido erúcico causava danos cardíacos a ratos, e que os glucosinolatos davam mau sabor ao óleo, tornando-o impossível de se consumir. Mais tarde, técnicas de análise genética teriam demonstrado que existe uma predisposição genética à intoxicação com óleo de colza desnaturado. 

Esse problema levou um grupo de estudiosos a selecionar sementes que contivessem uma quantidade menor dessas duas substâncias. Chegou-se a variedades que contém menos de 2% de ácido erúcico e menos de 30 micromoles de glucosinolatos por grama de componente sólido da semente seca ao ar. 

Com isso, hoje se produz óleo de canola completamente seguro para o consumo humano e animal, além de estar entre os mais saudáveis óleos derivados de plantas, tendo uma quantidade relativamente baixa de gordura saturada, ao tempo em que contém um alto teor de gorduras poliinsaturadas, sendo também usado como uma fonte de biodísel. 

Desde 1978, todos os óleos de colza canadenses, produzidos para uso alimentar, contêm ácido erúcico em nível inferior a 2%. Nos EUA, o FDA só permitiu que o produto fosse introduzido com níveis de ácido erúcico que não ultrapassem 1%.

Colza – Canadian oil – Canoil – Canola.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN.


Responses

  1. Para fazer um comentário a altura dessa belíssima crônica, só pesquisando. E foi o que fiz. E, eis o resultado da pesquisa.
    Canola
    Esqueça o burburinho de que esse óleo é uma fraude porque não existe uma planta chamada canola. De fato, ela foi criada artificialmente a partir de outra matéria-prima vegetal. Daí a dizer que faz mal são outros quinhentos. “A história começou com a busca de um óleo rico em ômega-3, para o qual foi utilizada uma planta, a colza”, contextualizada o endocrinologista Bruno Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. A questão é que a tal da colza tem ácio erúcico. “E ele é tóxico”, diz o químico Renato Grimaldi, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Para eliminá-lo, houve uma modificação genética e, aí, a composição da nova planta (batizada de canola) ficou positiva: cheia de ômega-3, gordura protetora do peito, e quantidades irrisórias do ácido erúcico. Só que o fato de ser um grão transgênico ainda assusta muita gente. “Se fosse perigoso, não teria a aprovação de vários órgãos internacionais nem estaria no mercado há anos”, tranquiliza Grimaldi.

    Um grande abraço e Deus te abençoe


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