Publicado por: Evaldo Oliveira | Novembro 27, 2021

O MENINO FARAÓ E O MENINO IMPERADOR

Nascido em 1341 a.C. e falecido em 1323 a.C., aos dezenove anos, Tutankamon, filho do faraó Aquenaton, foi o faraó do Egito Antigo entre os anos de 1332 a 1323 a.C. Tutankamon foi o último faraó da décima oitava dinastia. Tinha apenas dez anos de idade quando assumiu o reinado.

Akhenaton tentou instaurar o monoteísmo no Egito, dentro de uma cultura politeísta, fato inédito na Antiguidade. O faraó transferiu a capital do Reino para Amarna, onde rendia culto ao novo deus, Aton, identificado como o sol pelos egípcios. Esta mudança trouxe perturbações sociais e políticas no Egito. 

Após a morte de Aquenaton, Tutankamon restaurou o antigo culto aos deuses. Por ter sido considerado um herege pelos seus sucessores, Aquenaton teve seu nome riscado da lista de faraós egípcios.

Há uma corrente que afirma que Tutankamon foi assassinado com uma forte pancada na cabeça. Exames de tomografia computadorizada, feitos em 2005, descartam essa hipótese. Ele morreu de complicações associadas a uma fratura da perna direita, que teria acontecido quando participava de uma caçada.

A importância atribuída a este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada em uma pirâmide no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutankamon estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara mortuária de ouro. O caixão onde estava a múmia do faraó também é de ouro maciço. 

Na tumba de Tutankamon foram encontradas mais de cinco mil peças, como joias, utensílios pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas etc.

Algo parecido aconteceria no Brasil. D. João VI, rei de Portugal, quando retornou a Lisboa deixou seu filho mais velho, Dom Pedro, como Príncipe Regente do Brasil. A independência do Brasil aconteceria um ano depois, tendo como marco o grito às margens do riacho do Ipiranga em 7 de setembro de 1822 e a aclamação de D. Pedro imperador do Brasil no dia 12 de outubro daquele ano. 

O desgaste na relação de D. Pedro I com a elite econômica e política fizeram com que o imperador abdicasse do trono em favor de seu filho, que tinha apenas cinco anos de idade. Com a morte de D. Pedro I, providenciaram a antecipação da maioridade de D. Pedro II, e pouco antes de completar 15 anos assumiu o trono, em 1840, tendo seu reinado terminado em 1889, quando a Proclamação da República determinou o fim da monarquia do Brasil.

Tutankamon, faraó aos dez anos de idade, pai autoritário. Teve que desfazer algumas decisões erradas do governo anterior.

D. Pedro II, imperador do Brasil aos 14 anos, pai autoritário. Teve que assumir atitudes opostas às do governo anterior.

Tutankamon e D. Pedro II.  Ambos fizeram um bom governo, com cerca 3.216 anos entre eles.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


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